sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Tecnologias Interativas

INTRODUÇÃO
O texto se refere às interações dos mundos real e virtual, tanto psicológicas quanto tecnológicas, na visão de José Manuel Moran. Fala da participação e do controle que as novas mídias aplicam à sociedade através da internet buscando uma maior participação de todos no uso das mídias eletrônicas. Fala de experiências sensoriais limitadas e anônimas através da rede de computadores, onde usuários ocupam um mesmo nível de interação, porém sem limites temporais ou espaciais. As interações tecnológicas são apontadas como positivas na maior parte dos afazeres humanos coletivos, mas também mostra o lado negativo que torna o indivíduo menos atento, um pouco mais vulnerável. Tem também os que buscam o lucro fácil através de golpes e as empresas capitalistas sérias que vislumbram um alcance maior de consumidores de seus produtos. Torna também, uma parcela significativa de pessoas mais acomodadas pela facilidade das interações sem a necessidade de sair de sua zona de conforto. O leque de possibilidades de interações também é apontado pelo autor, citando como ponto positivo o aumento do nível cultural das pessoas. Mostra também que o acesso à informação é mais rápido entre as pessoas conectadas de qualquer lugar para fins de trabalho, lazer ou simplesmente comunicação. Exalta o uso da televisão como uma mídia de interação entre telespectadores e emissores que farão, num curto espaço de tempo vindouro, a mais popular maneira de se conectar para se comunicar com as pessoas numa internet sem limites.
RESENHA COMENTADA
            Fácil perceber que se está vivendo em tempos de grandes escolhas e oportunidades na área da comunicação. Passaram-se décadas desde que se iniciou esta revolução tecnológica e pode-se ver que ainda há muito mais possibilidades de uso do que o uso propriamente dito. Mudaram os meios, as “ferramentas” tecnológicas ficaram mais baratas, a tecnologia ficou mais acessível e a interoperabilidade flui em todos os campos, desde entretenimento até pesquisas científicas (claro que reservadas as suas particularidades e proporções). Hoje, as pessoas estão mais ligadas em tecnologia e a usam para o lazer, para trabalhar, fazer negócios, consultar investimentos, como também, simplesmente para a comunicação.
Espaço e tempo não existem mais como eram nos anos de 1990. As pessoas querem resolver tudo pelo uso da tecnologia, elas não querem mais, ter que sair de suas confortáveis cadeiras (home Office). Imaginem se os computadores pessoais tivessem pernas e livre arbítrio, eles dominariam os humanos com muita facilidade. O que era ficção científica há 20 ou 30 anos, hoje é quase 100% realidade. O problema é jogar tudo na “conta” da tecnologia e achar que se vão resolver todas as mazelas sociais e econômicas, simplesmente facilitando o acesso à tecnologia. Isso é pura quimera.
O autor (Moran) cita um crítico (Neil Postman) desta tecnologia que escreve sobre “soluções à procura de problemas” e de pessoas isoladas e alienadas de suas vidas egocêntricas e enclausuradas. Se por um lado uma parcela das pessoas veem soluções, por outro, só se veem problemas e ficar criticando radicalmente ou se deslumbrando totalmente não vai lhes ajudar a encontrarem o meio termo. O obsoletismo e a miniaturização são duas das principais características da nova era tecnológica a qual estamos vivenciando e o uso indiscriminado dela, pela sociedade, se torna quase obrigatório depois da fase de resistência de alguns incrédulos e renitentes cidadãos. Até o capitalismo mudou! Os grandes grupos, de fomento tecnológico, disponibilizam os seus produtos de maneira a ninguém ficar de fora do “boom” social, dos grupos de bate papo, das salas de vídeo game, dos chats e das escolas virtuais. As pesquisas são voltadas para descobrir o que se está querendo (nichos de mercado) de interesse coletivo e pronto; desenvolve-se e distribui-se! Hoje, os bens de consumo e os maiores geradores de riquezas são virtuais, cibernéticos. Empresas que operam na grande rede e detém GIGA bytes de informações em bancos de dados são vendidas por milhões de dólares. O bem mais precioso da atual sociedade é a informação. Quanto mais exclusiva e de maior mobilidade, será tanto mais valiosa. Tem que usar todas essas tecnologias de maneira a se tornarem nossas extensões. Mas com cuidado, porque da mesma maneira que seduzem, elas escravizam. Cabe a cada um decidir o seu uso. Do quadro negro do professor transformado em data show (filmes e apresentações de slides), da enciclopédia “Delta Larousse” virtualizada em “Wikipédia” ou Google (pesquisas instantâneas com hyperlinks), do Atlas Geográfico ao instantâneo “Google maps” (mapas em 3D), do telescópio astronômico ao software Stellarium, ou Sky Map (usado instantaneamente em celulares), etc.
Claramente discutido é o que se faz com o uso da internet, esse livro sem capa que abre inúmeras portas para todos os tipos de mente. Se as pessoas eram acostumadas a pesquisar em livros, jornais e revistas, elas procurarão na rede essas mesmas informações, de maneira mais fácil, rápida e poderão ainda filtrar o que procuram, sem perder tempo em função de motores de busca. Se elas gostavam de fliperamas ou snooker, facilmente poderão baixar simuladores e jogos com resolução gráfica 3D de dar inveja aos ambientes reais. Podem, inclusive, manterem seus grupos de amigos de antes e jogarem os mesmos jogos conectados em rede usando seus aparelhos celulares ou computadores pessoais, hoje miniaturizados em forma de tablets e notebooks.
Outra discussão na obra é o uso acentuado das atuais mídias para se comunicarem, das quais são citadas: sons, imagens, e textos que integram mensagens e as tecnologias multimídia. São estas usadas para fins de estudos, lazer, trabalho e comércio simultaneamente e convergindo entre si, de maneira que a tela do PC ou smartphone serve tanto para brincar quanto trabalhar ou participar de uma web conferência ou debate. O sensoriamento remoto, a multidimensionalidade e a não linearidade das interações são hoje, muito mais atraentes das que existiam há anos atrás. Pensem num texto com som, numa imagem que ao se clicar no seu link, se vai para outro canto do planeta, instantaneamente dentro do mesmo contexto. Um texto que muitos podem alterar com a facilidade dos editores de textos, fazerem cópias, complementarem a ideia e disseminarem o conhecimento. Um verdadeiro big brother interativo.
CONCLUSÃO
Estudantes acadêmicos, como futuros professores, têm que se posicionar de forma ética e inovadora, sempre buscando o melhor destas tecnologias para agregar os mais diversos saberes aos seus futuros aprendizes. Deverão estar atualizados com as mídias e trazê-las para as suas práticas, como recursos importantes no ensino e na aprendizagem de seus alunos, a fim de formarem cidadãos capazes e, ao mesmo tempo críticos e colaborativos e que pensem na coletividade mais do que no individualismo; que saibam fazer uso consciente e moral, respeitoso e honesto, dentro da legalidade e com alto grau de civilidade.

Mesmo com todo avanço nas tecnologias de comunicação e nos constantes aprimoramentos dos hardwares e softwares, combatentes da exclusão social e usados desde o início em cursos de ensino à distância, o quê realmente contou e conta como marco evolutivo deste meio de ensino-aprendizagem, foram, a liberação e as melhorias vertiginosas dos canais de comunicação em massa – diga-se internet – e com ela, todo o resto que se conecte entre emissor e receptor, na intenção de se qualificar ou apenas aprender algo ou se especializar em alguma área, quer seja didática, tecnológica ou de serviços.
REFERÊNCIA

MORAN, José Manuel. Tecnologias de comunicação e interação. Programa de Formação Continuada em Mídias na Educação. Biblioteca Digital. Unidade I. Disponível em: <http://www.graduacao.cear.ueg.br/mod/folder/view.php?id=79197 >

AUTOR
O autor do artigo é José Manuel Moran. Graduado em Filosofia pela Faculdade Nossa Senhora Medianeira em 1971; Mestrado em 1982 e Doutorado em 1987 pela Universidade de São Paulo – USP – na área de Ciências da Comunicação. Professor aposentado pela USP na disciplina de Novas Tecnologias. Pesquisador, Conferencista e Orientador de Projetos Educacionais Inovadores com metodologias ativas nas modalidades: presencial e à distância.
OBRAS DO AUTOR
  • ·         Leituras dos Meios de Comunicação. Pancast, 1993.
  • ·         Mudanças na Comunicação Pessoal: gerenciamento integrado da comunicação pessoal, social e tecnológica. Paulinas, 2000. 192 p.
  • ·         Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas: Papirus, 2000.
  • Aprendendo a Viver – Caminhos para a Realização Plena. Paulinas, 2002

quarta-feira, 6 de abril de 2016

O Desenvolvimento do Modelo de Software Livre

Resenha Crítica do Filme: Documentário sobre Linux

Filme: Revolution OS – Documentário sobre Linux – Legendas em português. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?time_continue=30&v=plMxWpXhqig>. Acesso em: 19 mar. 2016.

O filme é um documentário da produtora Seventh Art Releasing: Cordish Media Inc. Distribuído pela DIVX vídeo e apresentado por Wonderview Productions. O filme é de autoria de J. T. S. Moore e tem aproximadamente 85 minutos de duração e contém a fala de vários personagens, entre eles, estão: Eric Raymond, hacker e autor da obra: The Cathedral and The Bazaar; Linus Torvalds, criador do kernel Linux; Bruce Perens, autor da definição para “Código Aberto”; Richard Stallman, criador do GNU Project ou “Movimento do Software Livre”;
O filme se inicia com uma chamada televisiva de uma repórter, âncora de um canal de televisão local em Palo Alto, no Vale do Silício, chamando à atenção para a guerra iminente que será travada entre MicrosoftWindows  e Linux, dentre outras gigantes indústrias da informática, como Hewlett Packard e Sun Microsystems. Que guerra será essa? É a guerra entre os hackers, que querem um mundo informacional livre e colaborativo, e os donos de patentes intelectuais de softwares proprietários que correm contra as liberdades de uso para os seus produtos. Explico: de um lado se quer quebrar patentes, barreiras, códigos, privacidades, individualismo, capitalismo, escravidão, etc., e do outro, se quer manter as patentes, as senhas, os privilégios de uso, as criptografias, os códigos-fontes, a supremacia, a dependência e, consequentemente o lucro.
Esta guerra vem se travando desde os anos 80 do século passado, quando surgiram os primeiros rumores do “Movimento de Software Livre” e o “Projeto GNU” que trazia clara ameaça ao monopólio Microsoft. Esse movimento se chamava: Linux e o Movimento de Código Aberto. O que é Linux? À época era um Sistema Operacional alternativo ao Microsoft Windows, para PCs, que contava com 12 milhões de usuários e desenvolvido por centenas de programadores que colaboravam entre si pela internet e com uma performance operacional mais rápida que o concorrente, agora acuado MS-Windows.
Seu criador, Linus Torvalds, principal pedra no sapato do Sr. Bill Gates, diz sutilmente que para entender o que vem a ser o Linux, é preciso entender primeiro o que vem a ser Sistema Operacional. Neste contra-ponto ele mesmo afirma que SO é algo que nunca teremos que ter contato, pois só interessa à máquina que o “roda”, executa, e faz com que todo o resto esteja disponível para ser usado...libera memória, direciona arquivos a serem impressos nas impressoras, envia comandos aos periféricos e permite que os aplicativos se dividam em vários espaços de memórias (voláteis ou não – RAM ou ROM), executam programas, entre outras funções.
E o que é “Open Source” ou “Código Aberto”? Quem responde é o autor da definição: Bruce Perens, que explica o que quer dizer o termo: significa abrir mão de direitos intelectuais e de propriedade para deixar o código fonte do SO Linux sem entraves, sem barreiras para que qualquer usuário pudesse modificá-lo, melhorá-lo e redistribuí-lo como lhe conviesse, cobrando por essas melhorias ou não.
Stallman em suas declarações define um hacker como uma pessoa extrovertida, brincalhona e que faz uso de sua inteligência para brincar com os SO e invadir programas tidos como seguros. Ele e alguns colegas trabalhavam no MIT (Massachussets Institute of Technology) e lá começou seu trabalho como hacker “brincalhão”. Quando começaram a quebrar regras de sigilo e violar programas, foram solicitadas a criação de senhas para acompanharem os seus passos dentro dos laboratórios e isso ia contra a filosofia que ele tinha criado para o software livre e que ele definia assim: “quem estiver sentado à frente de um computador, usando um programa, pode fazer tudo o que quiser sem ter que explicar nada a ninguém”; e ele rompeu com o MIT para se dedicar ao projeto GNU, que ele chamou de Movimento de Software Livre.  
Daí para frente, o incômodo causado à recém-criada Microsoft foi só crescendo e se acirrando, mas o número de usuários do Linux só fazia aumentar e os usuários programadores, apaixonados pelo que fazem com seus programas de código fonte aberto, cada vez mais unidos pelo bem comum do compartilhamento, se reuniam em clubes e feiras concorridíssimas para mostrar ao mundo que o que era bom, poderia ser melhorado.
Essa é a ideia por trás da ideia, e eu indico para quem souber programação ou não, para os usuários avançados ou inexperientes, que tragam suas experiências do MS Windows e comparem com o GNU Linux e possam tirar suas próprias conclusões. A minha é de que o Linux, apesar da falta de suporte a qualquer hora, é mais estável e confiável. É preciso mudar o pensamento para fazer uso do que é livre e distribuível a fim de melhorar.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

DESTINAÇÃO DO LIXO ELETRÔNICO


            Tramitou durante 20 anos no Congresso Nacional brasileiro, depois de ocorrerem várias catástrofes ambientais mundo afora, e o Brasil ter um dos polos industriais mais poluídos do planeta (Cubatão-SP, em 1980) a Lei 12.305/2010 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS; altera a Lei 9.605/1998 e dá outras providências em relação às atividades consideradas lesivas ao meio ambiente, como sanções penais e administrativas. Primeiramente, a PNRS trata dos “princípios, objetivos e instrumentos, bem como traça as diretrizes sobre gestão e gerenciamento dos resíduos sólidos e perigosos” (BRASIL, 2010), que venham a contaminar o meio ambiente ao serem descartados de forma irresponsável e sem o devido tratamento. Mesmo que todas as providências tenham sido tomadas em relação ao descarte, se algo acontecer ao meio ambiente, a Lei prevê sanções sob a responsabilidade compartilhada a quem causar o dano. Entende-se por
responsabilidade compartilhada ao conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos. (BRASIL, 2010, texto digital).
Como consta na nossa Constituição Federal de 1988, ninguém está acima das Leis e disso entende-se que tanto o cidadão comum, as empresas privadas, as empresas públicas e os Governos em suas três instâncias, devem respeitar e ser subjugados pelas leis do País, e o que será tratado aqui, não será a Lei, mas sim, o âmbito e as consequências que ela aborda.
Não importa que nome se dê ao assunto: resíduos tecnológicos, resíduos eletroeletrônicos, lixo computacional, lixo eletrônico, etc., os problemas que se irão enfrentar serão tanto piores, quanto mais adiado forem o cumprimento e a observância das leis que terão que ser impostas aos fabricantes e aos usuários de equipamentos eletro eletrônicos que; depois de sua vida útil – em geral muito curta – quando descartados de maneira irresponsável e sem as devidas precauções, são nocivos ao meio ambiente. É claro e não foi citado acima, o Governo, seus Órgãos e Serventias, em todas as esferas públicas também são considerados usuários por fazerem uso desses equipamentos no funcionamento da máquina administrativa.

ESTUDO DE CASO

            Foram entrevistados nove (9) servidores públicos de nível escolar superior (alguns já formados e outros incompletos) numa Autarquia Federal do NOME OMITIDO PELO AUTOR, em Brasília, DF; abordando alguns itens que, segundo Rodrigues (2003 apud NATUME e SANT’ANNA, 2011, p. 2) são classificados como resíduos tecnológicos; chegou-se à média de 39,2 unidades desses produtos por participante e, pelas respostas às perguntas feitas, foi constatado que embora a empresa faça recolhimento em suas dependências para terceiros especializados em descarte de material reciclável e mesmo para os impróprios e perigosos como pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, etc. o consenso é que a Lei nº 12.305/2010 não é conhecida da grande maioria entrevistada e da população em geral: 77,78% dos entrevistados desconhece a Lei e 22,22% ainda joga todo tipo de descarte no lixo comum, sem fazer coleta seletiva. Alguns entrevistados são acumuladores e guardam aquilo que não tem mais serventia ou já saiu da moda, desses temos 22,22%.
Em contra partida aos desavisados da Lei, temos 44,44% dos entrevistados que são sustentavelmente corretos e fazem coleta seletiva de tudo o que é material considerado agressor ao meio ambiente. Outros 44,44% são parcialmente seletivos, ou seja, algumas partes “menos” tóxicas ao meio ambiente são descartadas sem a devida separação. Ambos, os totalmente e os parcialmente seletivos, levam seus produtos em desuso aos locais divulgados pelos fabricantes que mantêm um canal de comunicação com os usuários de seus produtos, seguindo as diretrizes da Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Os acumuladores disseram que quando o produto ainda funciona, tentam vendê-lo ou trocá-lo e, se quebrado, mas tendo conserto, doam. Os que não fazem coleta seletiva, ainda jogam qualquer tipo de resíduo, mesmo pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes em lixo comum, sem nenhum tratamento ou cuidado, o que certamente ocasiona acidentes e danos à natureza em algum nível toxicológico.
Conclui-se, com os números levantados, que a Lei precisa de mais divulgação e o povo de mais educação. As empresas envolvidas precisam ser fiscalizadas e homologadas com selos de qualidade ambiental (selo eco-eficiente, tarja verde, lixo zero, etc.) para serem beneficiadas pelas suas atitudes preservacionistas. Isso faz a diferença. Já pude constatar pessoalmente fazendo a escolha pela embalagem que falava ser de material reciclável, entre produtos de mesma faixa de preço e qualidade, porém, ambientalmente correto, optei pela menos agressora (aparentemente). Não é possível conceber pessoas instruídas jogando resíduos altamente tóxicos no meio ambiente, sem o devido tratamento, sabendo (com certeza, pela televisão que assistem e pelas mídias que leem e ouvem) que existem leis, restrições ao descarte, eco-pontos de coleta seletiva, e que isso está em pauta nas reuniões de cúpula dos países desenvolvidos e dos em desenvolvimento (BRICS) às quais o Brasil sempre está presente, desde 1972 (1ª Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, em Estocolmo, Suécia)  fazendo a sua parte nas ideias e sugestões para manter o planeta habitável e seguro para as futuras gerações. O mundo inteiro precisa ser ambientalmente correto e preservacionista porque os meios naturais para a sobrevivência da espécie são finitos e se encerram dentro do planeta; não se pode cuspir no prato que se come!

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: Informação e Documentação – Referências – Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 24p.

______. NBR 10520: Informação e Documentação – Citações em documentos – Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 7p.

BOLIGIAN, Levon. et al. Geografia – Espaço e Vivência: A dinâmica dos espaços da globalização, 8º Ano – 5ª ed. reform. São Paulo: Atual, 2013. cap. 4, p. 41-57.

BRASIL. Constituição (1988), de 5 de outubro de 1988. Palácio do Planalto, Brasília, DF, 5 out. 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm>. Acesso em: 22 fev. 2016.

______. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Palácio do Planalto, Brasília, DF, 12 fev. 1998. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/leis/L9605.htm>. Acesso em: 22 fev. 2016.

______. Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Palácio do Planalto, Brasília, DF, 2 ago. 2010. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm>. Acesso em: 22 fev. 2016.

NATUME, R. Y.; SANT’ANNA, F. S. P. Resíduos Eletroeletrônicos: Um desafio para o desenvolvimento sustentável e a nova lei da política nacional de resíduos sólidos. In: 3rd. International Workshop. São Paulo, p. 2, 2011. Cleaner Production Initiatives and Challenges for a Sustainable World; 2011 mai. 18-20; São Paulo.

REZENDE, Sônia Regina Gouvêa. Manual de Formatação: Trabalhos acadêmicos. Anápolis: UEG-CEAR, 2015. 69 p.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Novas Tecnologias

     As novas tecnologias estão em todos os lugares por onde se passa. Quando as pessoas se levantam nos dias de hoje já as estão usando no despertador do aparelho celular. Quando se vai à cozinha e se quer água, lá está ela no dispenser da porta da geladeira. Rapidamente esquenta-se o café em 1 minuto no forno de micro ondas. Liga-se a televisão que tem tela de plasma, de led, ou LCD e se assiste ao jornal da manhã. Assiste-se a vários deles, pois com o controle remoto nas mãos, assim que vem propaganda muda-se de emissora para que não se perca nenhuma informação da manhã e procura-se por outro tele jornal. Quando se vai para o destino, de carro, certamente pode-se ver muita tecnologia no transporte também. Desde a partida do motor, que hoje é feita com cartões codificados onde o computador acoplado ao motor do carro decodifica e interpreta as instruções para verificar todo o funcionamento inicial, até que se chegue ao destino seguindo pelo GPS no painel e ouvindo músicas do pendrive ligado ao USB do equipamento embarcado. Quando se para no estacionamento pode-se manobrar sem receio de bater em algo atrás do veículo, pois os carros têm sensor ou câmera de marcha-ré mostrando se está livre ou não o caminho atrás do veículo. Vamos para o terminal rodoviário pegar a condução, e lá está a roleta eletrônica, que lê os créditos dos cartões do vale transporte magnético. Pode-se dizer que num futuro breve, vai se pagar as passagens com cartões de crédito ou débito, assim como se faz com o pãozinho na padaria que às vezes é pago com o débito menos de 5 reais. O “dinheiro de plástico” já é uma constante na nossa realidade. Até nas pizzas deliveries se paga com ele, no portão de casa. No posto de gasolina não se desce mais do carro, o frentista vem até você para receber a conta do abastecimento. Isso é apenas para ficar na tecnologia informação eletrônica, sem se falar na das comunicações que estão também em todos os cantos.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

EAD, um pouco de história

As maiores vantagens do EAD são indiscutivelmente o alcance geográfico e o horário disponível, pois facilita o acesso aos estudos a quem não tem uma escola próxima de casa e tempo para frequentar salas de aula. Hoje ainda é pequeno o rol das graduações superiores na rede pública, não dando muitas oportunidades a que se possa cursar o que realmente se quer (falo no meu caso). Porém, quem busca se qualificar ou somente ter um diploma superior reconhecido por instituição de renome (como é o caso da UEG), o caminho está aberto, as tecnologias estão aí, o Governo está fazendo a parte dele. Na rede privada temos uma grande quantidade de cursos, muitas vezes sem a devida qualidade que se espera de uma Instituição Superior (também já passei por essa experiência antes).

A EAD no Brasil data de 1930 com o Instituto Universal Brasileiro e o Instituto Monitor. O primeiro curso de pedagogia a distância foi em 1995 na UFMT. O Governo Federal começou a sua política pública de investimentos em EAD, criando o Sistema Universidade Aberta do Brasil em 2006, empurrado pela LDB, e com investimentos da ordem de R$ 3,6 bi, para Instituições Públicas de Ensino Superior. Portanto, já se passaram 75 anos dos primeiros cursos. Eu fiz IUB (técnico de rádio e TV) em 1980. De lá para cá tivemos um aumento de 3857% nas matrículas em EAD. Das atuais inscrições 67% são para a primeira graduação. Aqui em Brasília, a única Universidade Federal, portanto Pública, a UnB absorve em seus cursos, 9% apenas dos candidatos inscritos em seu vestibular. É muito pouco para uma macro região de mais de 2 milhões de pessoas e a EAD é um caminho concreto para se formar profissionais, daí a serem bons, vai depender do quanto se dediquem.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

INFORMAÇÃO: O que é. Para que serve. Quanto vale.

            Como já foi muito discutido e visto, a informação é abstrata, invisível, incomensurável. Por este aspecto ela é difícil de ser dominada por um ou outro grupo e quando o é, esse grupo torna-se poderoso e valorizado. Segundo vimos no filme do Sr. Valdez Ludwig, não é por acaso que o homem mais rico do planeta é o Sr. Bill Gates. Ele domina o conceito de informação, ou melhor, ele tem o domínio dos meios de distribuição destas informações, os “softwares”. As vias por onde circulam estas informações, mundo afora.
            Desde os Sumérios, sabemos que o que passa de geração para geração é a informação escrita. Antes deles, nas cavernas, os hominídeos já transmitiam os seus conhecimentos adquiridos de caça e pesca aos seus descendentes ou mesmo outros povos, através de incrustações pictóricas. Nestas formas de passar informação eles mostravam qual era o tipo de animal comum naquela região e também desenhavam a maneira de como atingi-los a fim de capturá-los para se alimentarem. Desenhavam o tipo de arma que era usado, das três mais eficientes de que dispunham, a saber: arco e flechas, lanças ou machadinhas.
Em maior ou menor importância, a informação está impregnada em tudo desde o início do mundo com a explosão do “Big-bang”.  Os átomos de vários gases se misturando em maior ou menor quantidade e se definindo como um planeta, habitável ou não. Não importa de onde vem nem para onde vai, a informação está associada a tudo. Ela é hoje o maior bem que se pode ter para não se cometer erros em relação à nossa preservação como espécie, e também a manutenção da habitabilidade do planeta. Os cientistas buscam incansavelmente através de seus telescópios por informações que possam levar a conhecer outros planetas com as mesmas características de habitabilidade que temos aqui na Terra. Outros procuram por respostas analisando as informações obtidas nas camadas do solo congelado, nas geleiras dos pólos terrestres. Muitas vezes arriscando sua própria vida em busca de tais informações. Quer dizer, se informação não fosse importante então por que se dá tanto destaque a ela? Desde a criação dos símbolos representativos de palavras oralizadas é que vem se iniciando o processo de valorização da informação, sem que se dessem conta de seu valor, até chegar à era da revolução industrial, acontecida há mais ou menos 300 anos.
Voltando novamente ao filme escolhido para este resumo, sabemos pelo que foi dito e mostrado, que a maior inovação tecnológica e a mais simples, como também a mais destrutiva das invenções humanas, de acordo com o professor Jim Al-Khalili foi a palavra escrita. Sem dúvidas ela é o que nos faz conhecer a nossa história, como espécie, ela nos diz o que fizeram antes de nós e através de sua análise podemos dar continuidade ao que é certo e desmerecer o que foi feito errado. Esta informação passou por armazenamento e transmissão, assim como é feito nos dias de hoje, o que vem mudando desde então, é a tecnologia que usamos.
Em conversa com um dos poucos que ainda conseguem ler os símbolos pictográficos dos Sumérios - o Dr. Irving Finkel - aquele professor conta que o grande salto da humanidade em relação à escrita foi que ao invés de fazer o símbolo associado ao objeto, esse foi associando-se ao som deste objeto, ou seja, em vez de expressar uma idéia – que é a verdadeira finalidade da escrita – passou a expressar o som desta imagem, e isto sem dúvida mudou toda a história da informação, e com isto poderia ser transmitida a outros povos no futuro e não ficar restrita à memória de quem tinha esta informação e com isto perdurar por muitas eras.
As fábulas mesopotâmicas escritas na argila em aproximadamente 2100 a.C. são encontradas ainda perfeitas no museu de Londres e são verdadeiras provas de que a informação escrita é para ser passada para outras eras da história da humanidade. Assim como idéias, poesias, rezas, receitas, diálogos, literatura e todos os tipos de manifestações da alma humana, a informação que transformou os sons em símbolos poderia ser alterada facilmente, de uma forma para outra e, com isto, a escrita foi a única tecnologia de informação que as pessoas usaram por séculos.
Vejam quantos idiomas escritos de maneiras diferentes existem, todos usando símbolos correspondentes para expressarem a mesma idéia ou informação. Alfabetos como a cirílico, o grego, o hindu, o japonês, o árabe, o coreano, o malaio, o chinês, apenas para citar alguns modos diferentes de os povos trocarem informações entre si, através da simbologia do som, que é diferente em cada região.
Tempos depois, com a efervescência dos comércios multinacionais e durante a revolução industrial na Europa, particularmente em Lyon – França – surgiu a idéia do tecelão Jacquard, que inventou uma maneira de aumentar a velocidade das máquinas de tear, até então a maior engenhosidade da humanidade, o que viria a revelar uma verdade fundamental sobre a informação, ela estava sendo traduzida de imagem para cartão perfurado e desta para o desenho no tecido terminado. O que deu origem à distinção entre hardware e software, pois o tear é para tecer, mas não diz qual tipo de tecido ou qual figura vai estampar, esta informação está codificada no cartão perfurado, aponta o Dr. Doron Swade, que diz ainda, que isso trouxe grandes avanços ao que estaria por vir. Estes cartões perfurados representando símbolos abstratos para armazenamento e processamento provou ser uma idéia muito poderosa, porém a maneira de se enviar a informação era tão rápida quanto enviar uma encomenda, via navio, cavalo, correndo, etc. conta Tom Standage. Até que surgiu a eletricidade e a informação passou trafegar com uma velocidade bem maior que até então.
O engenho que ganhou forças à época e ainda hoje é usado na rádio navegação aérea, ferroviária e marítima foi o inventado por Samuel Morse, o telégrafo Elétrico, que com seu código tão simples os usuários podiam soletrar letras do alfabeto inglês de maneira rápida e eficiente, usando pulsos elétricos curtos ou longos conforme iam-se formando as palavras. Era a maneira mais rápida já descoberta para se transferir as informações que se queriam e mais uma vez, dar o grande salto na descoberta de uma nova e revolucionária tecnologia.
Primeiro foi a memória humana, em segundo, a argila; em terceiro, o papel; em quarto, o cartão perfurado e agora a corrente elétrica. Isso fez com que o mundo se emaranhasse em redes de fios por linhas telegráficas e, muito rapidamente, criou-se as bases da era da informação que conhecemos hoje. Mas a habilidade humana em manipular, processar e transmitir essas informações não parou por aí.
Descobriu-se logo que a informação era algo além da idéia humana e que usando termodinâmica podiam-se separar as moléculas mais rápidas das mais lentas, num mesmo invólucro cheio de ar, segundo a descoberta “diabólica” de Maxwell, apenas usando a informação do movimento das moléculas. Na época, colocar em prática a idéia de que tudo poderia ser feito apenas usando a informação do movimento das moléculas, parecia muito além do tempo e, mover coisas, criar ordem sem usar nenhuma energia era contrário e muito além das idéias que se tinham no século que se findava, o XIX. Naquela época, sem querer, Maxwell já antevia o quão abrangente seria a informação. Dessa sua descoberta, mesmo sem as respostas que ele procurava, foi lançado o princípio fundamental do que seria um computador, ou pra que serviria esse computador.
Alan Turing, aproximadamente um século depois da descoberta de Maxwell, concebeu involuntariamente o que seria um computador com capacidade de criptografar a informação, diferente do que realmente era o “computador” naquela época: “era uma pessoa com lápis e papel na mão fazendo cálculos matemáticos mais ou menos complexos”. Esses “super humanos” eram contratados por grandes empresas para darem conta de seus crescentes lucros mediante o crescimento dos mercados. Mas não duraram muito, pois Turing achou a resposta que precisava para entender o que seria essencial na computação: “os dados e as instruções do que fazer com eles”. Como as máquinas entenderiam as instruções de somar, multiplicar, dividir e subtrair? Como seria essa interação entre homem e máquina? Como seria essa linguagem? Foi dessa pesquisa que Turing criou o código binário – binary digit, bit – e dele, fez todo tipo de instruções possíveis para que a máquina obedecesse a essas instruções e realizasse todo o tipo de cálculos. Foi possível também, a partir dos “bits” fazer com que o computador servisse como telefone, máquina fotográfica, filmadora, editor de textos, gravador e reprodutor de sons, e muito mais que se quisesse. E aí está uma das idéias mais marcantes do século XX, a de que a informação pode ser transformada em poder.
Então, como medir essa informação? A resposta está em Shannon, outro brilhante gênio do século XX, que trabalhava na “Bell Telephone Network” e descobriu a maneira de quantificar as mensagens que trafegavam pelos cabos daquela empresa, a maior do setor de telecomunicações do mundo. Convertendo-se qualquer mensagem em seu correspondente binário, que pode ser uma longa ou curta seqüência de “uns e zeros” tem-se o verdadeiro valor da informação. Tudo pode ser medido em “bit”, som, vídeo, texto.
Então podemos usar a informação para substituir ou imaginar praticamente tudo o que há no universo, desde que obedecidas as leis da física, porque mesmo a informação sendo abstrata ela tem que obedecer as leis do universo. Nada é infinito enquanto não se souber os limites do universo e tudo o que está contido no universo, fatalmente terá um fim, ainda que longínquo. Sabemos que as memórias dos computadores estão evoluindo a cada dia e ficando cada vez mais baratas. Sua tecnologia vai evoluindo e seu custo/bit vai diminuindo. Ainda hoje avançamos em algumas pesquisas no ramo da eletricidade e da informação usando os conceitos demonstrados lá atrás, por Maxwell, quando estudava o vapor para transmitir informação. Hoje se usa o laser e partículas de poeira para atestar a relação entre a informação e a energia, com mais precisão, mas com os mesmos conceitos. Mas o que fica demonstrado nestes estudos, é que a abstração e a invisibilidade da informação, não lhe dão características de serem incomensuráveis ou invisíveis, ou infinitas como dissemos no início do resumo. Ela é tão palpável e mensurável como qualquer outra forma física que existia antes. Vale lembrar a tábula de argila, os papiros, os livros, os atuais DVDs, ROMs, EPROMs, etc. E é isso que a faz valiosa, o fato de podermos salvá-la e armazená-la da maneira como quisermos na quantidade que desejarmos e para o uso que quisermos dar a ela. A informação substitui tudo, desde dinheiro, laser, trabalho, espaço físico, barreiras idiomáticas, distâncias, inclusive pessoas em postos de trabalho. Começamos dizendo que informação era invisível e incomensurável e terminamos concluindo que ela é bem visível, está em todos os lugares, tem valor associado, é quantificável, porém, está muito longe ainda o fim de tantos questionamentos, os quais fizemos, ao longo do texto.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 6023 – Informação e Documentação – Referências – Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 24p.

______. NBR 10520 – Informação e Documentação - Citações em documentos – Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 7p.

BRITISH BROADCASTING CORPORATION. BBC. A história da informação – documentário. Londres, 2012.

LUDWING, Waldez. Informação como bem econômico. Globonews, 2007.

PRIBERAM. Dicionário da Língua Portuguesa On-line <http://www.priberam.pt/dlpo/>

SANT’ANNA, Solimara Ravani de. Informática e sociedade. Vitória: Ifes, 2010.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Interação humano-computador (IHC)


Um dos principais desafios a se alcançar é a ergonomia para a acessibilidade de usuários com deficiência. Essa ergonomia, quer seja, tanto do “software” quanto do “hardware” tem que levar em conta os seguintes pontos de projeto, de acordo com Padovani, 1998 e Souza, 2011 ( apud FERREIRA, 2011, p. 44-45.): focar o usuário em questão; levar em consideração o “design” para interfaces mais amigáveis; testar a usabilidade do sistema antes de ver o projeto terminado considerando também o impacto que as novas tecnologias possam trazer ao projeto; incluir no projeto pessoal especialista em IHC; melhorar o tempo de resposta ao usuário; oferecer conforto e facilidade de uso ao usuário; tirar o maior proveito das novas tecnologias para agilizar, conectar e compartilhar todo tipo de informação de que o usuário faça uso; dentre outras necessidades sociais e práticas que facilitem o uso dos sistemas envolvidos na comunicação informacional.
Se considerarmos alguns itens do dia a dia comparado aos mesmos utensílios de 10, 15 ou 20 anos atrás, sim! Os telefones à manivela, depois a disco, depois à teclas, recentemente à toque na tela e, mais recentemente, ao comando de voz, isso deixa claro que a interface evoluiu junto com o “hardware” e mudou drasticamente a vida das pessoas que vivem conectadas ou necessitam dos aparelhos para falarem com seus chefes ou subordinados; fecharem negócios, ou simplesmente baterem papo com amigos. O importante é estar conectado e compartilhando tudo, acabou o individual para dar lugar à globalização definitivamente. A “internet” e suas aplicações é exemplo dessa globalização e das mudanças comportamentais que vemos hoje, no trabalho, em casa, nas escolas e no lazer.

Um dos principais fatores é o perfil do usuário. Cada um tem um nível de conhecimento e trata a evolução tecnológica diferentemente do outro. Por isso, foi necessário que se projetassem, novas e práticas tecnologias de acesso e usabilidade, para facilitar o acesso e o uso das novas “ferramentas” tecnológicas. O lado psicológico também influenciou e com isso, houve a inserção de disciplinas psíco-sociais na área de TI, mais especificamente na área de criação de interfaces gráficas.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

EVOLUÇÃO DAS INTERFACES

Quando o assunto é evolução de interfaces, gosto muito de citar o exemplo do telefone (década de 70), onde não existia o “software”, apenas o uso do eletromagnetismo no início, e da eletrônica, conforme ia evoluindo. O mesmo era grande, pesado, preto, de resina, com um disco numérico de 0 a 9 e um limitador do giro do disco em formato de meia-lua; tinha o descanso do aparelho (phone – onde as extremidades eram microfone e altofalante), com uma mola que, ao depositá-lo nesse descanso (gancho – herança de modelos anteriores), ele desligava a chamada. Detalhe: só fazia e recebia chamadas de voz. Claro que a sua interface evoluiu. Vieram os modelos coloridos, de plástico, com teclas numéricas que se pressionavam (tipo calculadora) e eram mais leves; serviam para os diversos tipos de usuários (jovens das décadas 70-80), com diversos formatos (bichos, carros, etc.) para atender os gostos da moda e a decoração (ambiente) que se pretendia; mas também só faziam e recebiam chamadas de voz. Aí começaram aparecer os tipos eletrônicos com display, onde se podia ver as horas, a data, o número discado e o que estava chamando, etc. Algumas poucas funções de armazenamento de agendas e números de acesso e chamada rápidos. Uma maravilha da evolução tecnológica! Depois vieram os “sem-fios”, eletrônicos, com alcance reduzido à princípio mas logo foram melhorando e aumentando o alcance e a durabilidade das baterias; com o tempo foram diminuindo de tamanho e ganhando credibilidade nas residências e escritórios. Com o avanço da informática pessoal e as melhorias das comunicações de modo geral, acrescentaram-se às interfaces, aparelhos de fac-símile (fax) e secretária com viva-voz. Mudou a tecnologia e melhorou a interface, o aparelho de telefone não servia mais, somente para chamadas de voz; poderia ser usado em multi conferências e reuniões (viva-voz), gravar e transmitir recados pré gravados na secretária eletrônica; enviar e receber documentos, como também fazer cópias de alguns documentos que se pretendiam ler (fax – os mesmos não serviam para guarda por longo período – como é ainda hoje). Finalmente chegamos aos aparelhos celulares, aqueles que se carregavam em uma bolsa separada, a bateria; de tão grande que era. Depois vieram os dobráveis, do tipo “flip-flop”; e a moda de “sacar” e abrir o “canivete” pegou. Daí em diante, foi só evolução: tanto no “hardware” e a sua interface, quanto no “software” e as suas aplicabilidades. Múltiplas funções, múltiplos usos para múltiplos usuários. Mudou o tamanho, as funções, a velocidade do acesso à rede mundial (www), as maneiras de se comunicarem, as interfaces gráficas, as telas, a capacidade de memória e armazenamento, enfim...evoluíram juntas as interfaces e as interações.


Imagem de telefone. Disponível em: <http://es.bomnegocio.com/norte-do-espirito-santo/servicos/conserto-telefones-antigos-21925135>. Acesso em: 07 set. 2014.
Imagem de telefones personalizados. Disponível em: <http://glamgroupies.blogspot.com.br/2012/08/telefones-personalizados.html>. Acesso em: 07 set. 2014.

Imagem de telefone celular. Disponível em: <http://ejsape.blogspot.com.br/2011/09/evolucao-dos-celulares.html>. Acesso em: 07 set. 2014.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

RELATÓRIO


Esse relatório basear-se-á no que foi lido no material didático indicado, a saber: “Ferramentas computacionais aplicadas à educação”, devidamente referenciado ao final deste, como também do que foi tratado no fórum de discussão da disciplina, no ambiente “moodle”. Falou-se em tecnologias educacionais e de como a mesma vem evoluindo ao longo dos anos, passando pela criação de livros escritos em papiro e a tecnologia quase ultrapassada, que é a dos mesmos serem escritos em papel. Falou-se também das lousas de ardósia e das telas de cristal líquido dos computadores, que hoje são facilmente trocados em sala, por telões que refletem os slides em datashows. O que importa do material analisado é a questão central, qual seja: Educação e tecnologia. E aquela não vem senão com muito esforço de pais, de alunos, de professores; e essa, sem aplicação de recursos vindos de entidades, de governos, de investidores e patrocinadores. A regra é adaptar, adaptar os currículos e agilizar a distribuição de verbas na aquisição de equipamentos de ponta que não demorem a ser instalados, porque do contrário, viram sucatas antes mesmo de serem usados, tamanha velocidade com que as “tecnologias” evoluem. Tecnologias essas que segundo os autores podem ser: físicas, organizadoras e simbólicas.
Os currículos precisam ser modificados e melhorados porque as mudanças de comportamentos sociais já estão acontecendo há algumas décadas e os nossos currículos escolares continuam iguais aos que eram usados há 30 anos. Hoje tudo é pelo computador, a diversão, o comércio, o trabalho, o lazer, o estudo, enfim, tudo o que se tem que aprender é usar as “novas” tecnologias, e para tanto, os currículos escolares têm que atentar para isso. O que transforma a sociedade, com seus usos e costumes é a educação, e desde a revolução industrial a educação é feita através de, e com a, leitura de livros, e isso precisa mudar para acompanhar as mudanças de tecnologias que o mundo vivencia há algum tempo. O barateamento e acessibilidade crescentes nas áreas de tecnologia e comunicações faz com que o uso de tais tecnologias não dependa mais de verbas suntuosas e portanto, é de fácil implementação e democratização. Já se está falando em “mídias cruzadas”, que permitem aos usuários a interação de vários serviços simultâneos e complementares, que são semelhantes a hipertextos onde as diversas fontes de informação interagem, e através do acesso à internet continua ou se completa a estória, afim de fornecer mais informação aos usuários. Mudar de tecnicismo para modernismo é o caminho a se seguir. Os usuários modernos nem perceberam que as “novas” ferramentas são tecnologias empregadas ao aprendizado, pois como diz o autor citando Tapscott, “[…] o que existia antes de nascermos faz parte de nossa vida de forma tão natural que nem percebemos que é uma 'tecnologia'.” E, se para eles isso é natural, temos que usar isso a favor da educação deles. Aproveitar a naturalidade e aprimorar o currículo dentro desse contexto natural, usando as ferramentas de hoje como se fossem o giz e a lousa de antes. Segundo afirma Tajra (2007), citada por Nunes (2010, p. 13), “[…] o primordial para a atualidade é a inovação, que fortalece o espírito de modernidade e que serve como justificativa para o desenvolvimento ilimitado […].” Seguindo a mesma linha de raciocínio desses autores, penso que a tecnologia deva ser incorporada e que conforme eles, isso seria sinônimo de progresso. Então, por que não ensinar matemática usando o MSOffice Excel? Ou LibreOffice Calc com recursos do LibreOffice Math? Ou artes com recursos multimidiáticos do LibreOffice Draw ou Mac Paint Brush? Ou ainda, português, gramática e textos com o MS-Word ou BR-Office Writer? Os recursos estão aí, basta dar continuidade ao aprimoramento dos professores e trazer para as salas de aulas os recursos midiáticos de que dispõem as escolas. Conversar com pais e educadores para saberem quais seriam as novas regras de aprendizado e comportamento. De acordo com o que se pretenda, fica fácil escolher este ou aquele recurso pedagógico e didático. O professor jamais será substituído e ele precisa entender isso. O papel de educador está cada vez mais deixado de lado pela sociedade e cabe aos professores resgatar essa atitude de fazer a diferença na vida das pessoas. Então, o professor precisa entender o uso dessas ferramentas que estão aí para auxiliá-lo e não para constrangê-lo diante dos modernos usuários digitais. O que é melhor? Entrar em sala carregando uma mala pesada de livros, uma dúzia de mapas, uma caixa de giz de cor, régua, entre outros objetos, ou um notebook com acesso a internet? Por que não usar a tecnologia a nosso favor? Tecnologia e pedagogia andam juntas, hoje. Tecnologia é também o professor estar equipado e bem instruído, pois se bem utilizada, serve de ferramenta institucional para o aprendizado de crianças e adultos. Serve como o prolongamento do lápis dos estudantes, do giz dos professores, do telescópio dos astrofísicos e do microscópio dos bioquímicos, entre outros. Cabe aos educadores primeiros, os pais em casa, estabelecerem limites para o seu uso e educarem os seus filhos para que saibam como, onde e quando usarem as NTICs. Assim como cabe aos dirigentes educacionais, nas escolas, deixarem bem transparente as regras de aceitação e uso destas NTICs, que deverão ser em horários e locais pré estabelecidos. Elas não podem servir de distrações em horário de aulas explanativas ou expositivas, sob pena do comprometimento do aprendizado e do conteúdo educacional, como também servir de entrave para o desenvolvimento intelectual, onde valores éticos como disciplina, respeito e ordem deverão ser aprendidos na escola e também trazidos de casa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 6023 – Informação e Documentação – Referências – Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 24 p.

______. NBR 10520 – Informação e Documentação - Citações em documentos – Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 7 p.

NUNES, E. P. dos S.; RIBAS, J. P. Ignácio; FARIA, Elmo B. de. Ferramentas computacionais aplicadas à educação. Cuiabá: UFMT/UAB, 2010. 121 p.

_______. Unidade I: Conceitos de tecnologia educacional. Ferramentas computacionais aplicadas à educação. Cuiabá: UFMT/UAB, 2010. p. 10-22.

_______. Unidade II: O computador no ambiente educacional. Ferramentas computacionais aplicadas à educação. Cuiabá: UFMT/UAB, 2010. p. 23-36.

PRIBERAM. Dicionário da Língua Portuguesa On-line <http://www.priberam.pt/dlpo/>

Acesso em: 21 abr. 2014.

domingo, 24 de janeiro de 2016

“SOCIEDADE E INFORMAÇÃO: desafios para a profissão em um mundo sem fronteiras”

          Passados 500 anos desde os grandes descobrimentos, é possível se ver uma era de novos avanços tecnológicos. Avanços jamais vistos desde que a humanidade conheceu o fogo e a roda, duas das mais importantes descobertas tecnológicas, as quais alavancaram o desenvolvimento da humanidade e a trouxeram até os dias de hoje. Depois dessas duas descobertas tivemos como avanço a escrita, o tear, a prensa, os computadores e a internet. Cada uma dessas invenções ou descobertas marcaram de certa maneira a sociedade como um todo, fazendo-a ser conhecida pela sua mais marcante invenção ou descoberta, como por exemplo: a Idade da Pedra, do Bronze, do Ferro, a Escrita, a Revolução Industrial e, mais recentemente a Globalização – a Era do Conhecimento. Essa globalização que pegou de mau jeito algumas civilizações e as manteve na contra mão do desenvolvimento, como é o caso do Continente Africano, onde sua população tida como inferior passou a ser negociada como mercadoria nos grandes e desenvolvidos centros comerciais da época. Outros exemplos foram os massacres aos habitantes das Américas, os Incas, os Maias, os Astecas e as várias etnias indígenas da América do Sul e do Norte. Todos esses, ou foram dizimados ou escravizados pelos “descobridores”, espanhóis e portugueses principalmente, e ingleses em menor escala. Isso para citar apenas eventos ocorridos após os Grandes Descobrimentos – Américas e Oceania; senão teríamos que citar os bárbaros “vikings”, os romanos, os alemães, os gregos, os egípcios, etc.
        Mas a globalização que trataremos aqui será outra. Mais atual, mais humanizada, menos carregada de barbáries. Hoje não existem mais as fronteiras físicas, os agentes dessa transformação não se veem, não se tocam, não se conhecem. Vivem distantes uns dos outros, porém conectados. Ligados pela “máquina” revolucionária desta Era – a internet. Por ela se faz de tudo, compras, vendas, trocas, empréstimos e todo o tipo de escambo que se possa fazer, na área comercial. Na área financeira, se faz aplicações em ações, se consulta saldos bancários, se transferem valores – qualquer quantia – de e para onde se queira. Basta estar conectado. Na aprendizagem, no conhecimento, na instrução, se pode escolher qual curso interessa e se matricular. Na área profissional, enviam-se e analisam-se currículos, cadastram-se em entrevistas e as fazem via web, prestam-se assistência remota em pré e pós venda, help desk, monitoria, etc. Tudo isso é reflexo da globalização “ideal”, a que permite o acesso de todos e lhes dá todos os direitos que deveriam ter enquanto sociedades, pessoas ou grupos; os que querem dividir alguma coisa, compartilhar e disseminar. Disseminar o quê? Pode ser conhecimento, laser, amizade, informação, valores, direitos; qualquer coisa, desde que democrática e socialmente distribuídos. Acessível a todos sem distinção e, pela vontade compartilhada, “de que todos os habitantes do planeta, independentemente de país, cultura, religião ou qualquer outra identidade pessoal, possuem o direito de compartilhar o mesmo conjunto de bens fundamentais.” (SORJ, 2003, p. 12-13).
          Os atores sociais destas mudanças conflituosas, o Estado, as empresas, as ONG’s, responsáveis diretos pela “exclusão digital” através do acúmulo de seu poder dentro das mídias massificantes tentam simplificar as diferenças sociais com formulações injustas e simplistas, porém de grande impacto entre os setores menos favorecidos. Os grupos sociais tendem a se mobilizar quando o assunto é injustiça social e essas novas tecnologias ajudam bem, nesta área, “elas possuem o potencial de facilitar a vida dos setores menos favorecidos e de serem mobilizadas para o serviço de estratégias sociais e políticas públicas distributivas.” (SORJ, 2003, p. 13). Cada um usando a tecnologia que se adapte às suas necessidades, de maneira criativa, gerando impactos imprevisíveis e novas formas de fragmentação social. Esses impactos são causas do capitalismo contemporâneo, onde a liberdade e a iniciativa individual de cada agente regem o mercado onde se transacionam, livremente, as mesmas necessidades; independente de intervenção ou não, na distribuição. Como se percebe essa fragmentação social? Através do perfil social de cada grupo, onde políticas distributivas e preservacionistas são implantadas para tentar equalizar o direito de todos ao acesso dos bens e serviços básicos de consumo individual e coletivo. São contrários ao princípio econômico da oferta e da procura, onde diz que cada indivíduo deve poder comprar aquilo de que necessita para satisfazer suas necessidades. O Estado, por sua vez, regulamenta o mercado de bens coletivos para que esses bens cheguem ao maior número de indivíduos que deles necessitem, criando esse antagonismo social e, independente de regulação entre Estado, mercado e consumidor.
Fica a pergunta: que bens são esses? Esses bens dependem do debate entre as partes, principalmente entre os membros da sociedade, que decidem o que for necessário ao uso coletivo no momento histórico em que vivem. Esses bens muitas vezes interferem na qualidade de vida de outras sociedades inter fronteiras, são os chamados bens comuns globais. São os cuidados ambientais, a preservação das fontes hídricas, a proteção de espécies ameaçadas, o controle de pragas e epidemias, etc. Muitas vezes alguns pagam mais para que outros possam gozar o mesmo benefício e, para tanto, se valem de algum subsídio governamental. Isso tudo gera o desequilíbrio social, onde uns podem e pagam mais e outros, que podem menos e pagam menos, usam o mesmo serviço. Outros fragmentos socialmente conhecidos são as chamadas bolsas: bolsa família, bolsa escola, bolsa alimentação, bolsa reclusão, etc. Tudo somado, vemos também a diferente distribuição de serviços públicos em diferentes setores da sociedade. Bairros menos protegidos do Estado, como serviços de polícia, escolas particulares de alto nível, serviços sociais de qualidade, postos de saúde ou hospitais de alto nível, serviços de distribuição de energia elétrica em situação precária, redes de água e esgoto, linhas telefônicas fixas e cabos ópticos para internet e T.V. a cabo, etc.
Vive-se hoje no mesmo mundo capitalista de antes, o que mudou foram os bens de consumo, hoje mais agregados de tecnologias que antes. O consumismo também aumentou mas a regra é a mesma: quem pode mais, compra mais e as pessoas são conhecidas pelo que elas têm e não pelo que elas são; também como sempre foi desde a revolução industrial. Nem tudo é igual. Nem tudo tem o mesmo custo e o mesmo valor de distribuição. Depende do quanto se arrecada em cada bairro ou setor da sociedade. Isso certamente gera um círculo que “ora é virtuoso e ora é vicioso”, como dito por Sorj (2003, p. 33). Enquanto a igualdade não chega, vive-se com as mazelas sociais criadas pela tecnologia, desde as eras mais remotas. A nova tecnologia da comunicação, que está a cada dia mais se aprimorando e quebrando paradigmas, já estava sendo aplicada desde os anos 60, durante a guerra fria. Hoje ela é o maior canal de comunicação, aceleração e disseminação de conhecimento e informação rápida e confiável, para quem os procura, a um custo cada vez mais baixo e a velocidades cada vez mais rápidas. Possibilita também, “[...] através de protocolos próprios de comunicação, a exemplo do TCP/IP, a comunicação inter máquinas, onde os computadores se conectam e trocam informações através do ciberespaço [...]” (SORJ, 2003, p. 33).
A internet fez e fará com que as sociedades sejam uma só, internacionalizada e globalizada, sem fronteiras, sem individualismos, sem partidos, sem pátrias. Hoje o mundo é de todos e as relações são temporárias, enquanto interessarem às partes. O fluxo de informação faz com que as pessoas se conectem sem se conhecer e faz com que desapareça a barreira espaço temporal. Hoje a realidade é virtual, eletrônica, digital; não se tem mais aquela visão romântica dos livros impressos para lermos na solidão dos nossos pensamentos. Hoje tem o hipertexto, com suas infinitas interligações, tem a inteligência artificial que tende a igualar o homem à máquina e, tudo isso junto, nos leva à socialização do conhecimento adquirido e facilita a disseminação do conhecimento para a produtividade social. Fica a pergunta: será que veremos os cyborgs tomarem decisões por nós? Por enquanto ficaremos apenas no campo da educação à distância, onde se quisermos, poderemos aprender de tudo, inclusive para o lado sombrio das leis gerais de convivência social. Para tanto temos os temíveis hackers que fazem de tudo para provarem que são bons em disseminar pânico virótico em larga escala e, mesmo assim serem considerados gênios. Os valores estão mudados, mesmo, mas nem tudo é do mal. Tem as redes sociais e os chats de relacionamentos, onde pessoas podem se conhecer para se relacionar intimamente, ou rever familiares e amigos. O correio virou email, o telefone virou skype e com isso as relações se estreitaram e as sociedades se aproximaram, sem o gasto exorbitante de matéria prima orgânica, para o benefício do planeta, sem a impressão de milhares de folhas, cuja origem na maioria das vezes é a celulose vegetal. A internet revolucionou a informação e fez surgir inúmeros sítios especializados de pesquisa com ferramentas complexas de busca para selecionar o que interessa; gerou empregos, fez fortunas e fez surgir os embates sobre direitos autorais, sobre comércio eletrônico, cujo espaço físico inexiste e, com isso, aumenta a demissão de funcionários ociosos. Fez com que pudéssemos trabalhar em casa, a qualquer hora; a estudar, vender, comprar, fazer todo o controle financeiro de nossas contas correntes, com agilidade, segurança e ganho de tempo. A administração pública ficou mais transparente com o uso da e-governança e a e-cultura fez os muros das bibliotecas caírem, como fez outros tantos paradigmas ruírem. Somos funcionários 24 horas por dia, sete dias por semana e não ganhamos mais por isso; então abriu-se uma lacuna nas leis trabalhistas. Leis que deverão se adaptar à realidade para que a e-saúde possa trabalhar dentro da normalidade, pois tudo isso gera doenças de cunho vicioso de difícil correção. Será que tem mais para aonde evoluir ou chegamos no final da trilha do desenvolvimento tecnológico? 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 6023 – Informação e Documentação – Referências – Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 24p.

______. NBR 10520 – Informação e Documentação - Citações em documentos – Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 7p.

Filme: Fronteiras do Pensamento: Diálogos com Zygmunt Bauman. Londres, 2011. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=in4u3zWwxOM. Acesso em: 5 abr. 2014.

JACOBSEN, Alessandra de Linhares. Sistema de informação. Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração /UFSC, 2007. 182p.

PRIBERAM. Dicionário da Língua Portuguesa On-line <http://www.priberam.pt/dlpo/>

SANT’ANNA, Solimara Ravani de. Informática e sociedade. Vitória: Ifes, 2010.

SORJ, Bernardo. brasil@povo.com - a luta contra a desigualdade na sociedade da informação. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Tecnologias no dia a dia

       As novas tecnologias estão em todos os lugares por onde se passa. Quando as pessoas se levantam nos dias de hoje já as estão usando no despertador do aparelho celular. Quando se vai à cozinha e se quer água, lá está ela no dispenser da porta da geladeira. Rapidamente, esquenta-se o café em 1 minuto no forno de micro ondas. Liga-se a televisão que tem tela de plasma, de led, ou LCD e se assiste ao jornal da manhã. Assiste-se a vários deles, pois com o controle remoto nas mãos, assim que vem propaganda muda-se de emissora para que não se perca nenhuma informação da manhã, e procura-se então, por outro tele jornal. 
          Quando se vai para o destino, de carro, certamente pode-se ver muita tecnologia no transporte também. Desde a partida do motor, que hoje é feita com cartões codificados onde o computador acoplado ao motor do carro decodifica e interpreta as instruções para verificar todo o funcionamento inicial, até que se chegue ao destino seguindo pelo GPS no painel e ouvindo músicas do pendrive ligado ao USB do equipamento embarcado. Quando se pára no estacionamento pode-se manobrar sem receio de bater em algo atrás do veículo, pois os carros têm sensor ou câmera de marcha-ré mostrando se está livre ou não o caminho atrás do veículo. 
          Vamos para o terminal rodoviário pegar a condução, e lá está a roleta eletrônica, que lê os créditos dos cartões do vale transporte magnético. Pode-se dizer que num futuro breve, vai se pagar as passagens com cartões de crédito ou débito, assim como se faz com o pãozinho na padaria que às vezes é pago com o débito menos de 5 reais. O “dinheiro de plástico” já é uma constante na nossa realidade. Até nas pizzas deliveries se paga com ele, no portão de casa. No posto de gasolina não se desce mais do carro, o frentista vem até você para receber a conta do abastecimento. Isso é apenas para ficar na tecnologia informação eletrônica, sem se falar na das comunicações que estão também em todos os cantos.