Resenha
Crítica do Filme: Documentário
sobre Linux
Filme:
Revolution OS – Documentário sobre
Linux – Legendas em português. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?time_continue=30&v=plMxWpXhqig>.
Acesso em: 19 mar. 2016.
O filme é um
documentário da produtora Seventh Art
Releasing: Cordish Media Inc. Distribuído pela DIVX vídeo e apresentado por Wonderview
Productions. O filme é de autoria de J. T. S. Moore e tem aproximadamente
85 minutos de duração e contém a fala de vários personagens, entre eles, estão:
Eric Raymond, hacker e autor da obra: The
Cathedral and The Bazaar; Linus Torvalds, criador do kernel Linux; Bruce Perens, autor da definição para “Código
Aberto”; Richard Stallman, criador do GNU
Project ou “Movimento do Software
Livre”;
O filme se inicia com
uma chamada televisiva de uma repórter, âncora de um canal de televisão local
em Palo Alto, no Vale do Silício, chamando à atenção para a guerra iminente que
será travada entre MicrosoftWindows e
Linux, dentre outras gigantes indústrias da informática, como Hewlett Packard e
Sun Microsystems. Que guerra será essa? É a guerra entre os hackers, que querem
um mundo informacional livre e colaborativo, e os donos de patentes
intelectuais de softwares proprietários que correm contra as liberdades de uso
para os seus produtos. Explico: de um lado se quer quebrar patentes, barreiras,
códigos, privacidades, individualismo, capitalismo, escravidão, etc., e do
outro, se quer manter as patentes, as senhas, os privilégios de uso, as
criptografias, os códigos-fontes, a supremacia, a dependência e,
consequentemente o lucro.
Esta guerra vem se
travando desde os anos 80 do século passado, quando surgiram os primeiros
rumores do “Movimento de Software Livre” e o “Projeto GNU” que trazia clara
ameaça ao monopólio Microsoft. Esse movimento se chamava: Linux e o Movimento
de Código Aberto. O que é Linux? À época era um Sistema Operacional alternativo
ao Microsoft Windows, para PCs, que contava com 12 milhões de usuários e
desenvolvido por centenas de programadores que colaboravam entre si pela
internet e com uma performance operacional mais rápida que o concorrente, agora
acuado MS-Windows.
Seu criador, Linus
Torvalds, principal pedra no sapato do Sr. Bill Gates, diz sutilmente que para
entender o que vem a ser o Linux, é preciso entender primeiro o que vem a ser
Sistema Operacional. Neste contra-ponto ele mesmo afirma que SO é algo que
nunca teremos que ter contato, pois só interessa à máquina que o “roda”,
executa, e faz com que todo o resto esteja disponível para ser usado...libera
memória, direciona arquivos a serem impressos nas impressoras, envia comandos
aos periféricos e permite que os aplicativos se dividam em vários espaços de memórias
(voláteis ou não – RAM ou ROM), executam programas, entre outras funções.
E o que é “Open
Source” ou “Código Aberto”? Quem responde é o autor da definição: Bruce Perens,
que explica o que quer dizer o termo: significa abrir mão de direitos intelectuais
e de propriedade para deixar o código fonte do SO Linux sem entraves, sem
barreiras para que qualquer usuário pudesse modificá-lo, melhorá-lo e
redistribuí-lo como lhe conviesse, cobrando por essas melhorias ou não.
Stallman em suas
declarações define um hacker como uma pessoa extrovertida, brincalhona e que
faz uso de sua inteligência para brincar com os SO e invadir programas tidos
como seguros. Ele e alguns colegas trabalhavam no MIT (Massachussets Institute
of Technology) e lá começou seu trabalho como hacker “brincalhão”. Quando
começaram a quebrar regras de sigilo e violar programas, foram solicitadas a
criação de senhas para acompanharem os seus passos dentro dos laboratórios e
isso ia contra a filosofia que ele tinha criado para o software livre e que ele
definia assim: “quem estiver sentado à frente de um computador, usando um
programa, pode fazer tudo o que quiser sem ter que explicar nada a ninguém”; e
ele rompeu com o MIT para se dedicar ao projeto GNU, que ele chamou de Movimento de Software Livre.
Daí para frente, o
incômodo causado à recém-criada Microsoft foi só crescendo e se acirrando, mas
o número de usuários do Linux só fazia aumentar e os usuários programadores,
apaixonados pelo que fazem com seus programas de código fonte aberto, cada vez
mais unidos pelo bem comum do compartilhamento, se reuniam em clubes e feiras
concorridíssimas para mostrar ao mundo que o que era bom, poderia ser
melhorado.
Essa é a ideia por
trás da ideia, e eu indico para quem souber programação ou não, para os
usuários avançados ou inexperientes, que tragam suas experiências do MS Windows
e comparem com o GNU Linux e possam tirar suas próprias conclusões. A minha é
de que o Linux, apesar da falta de suporte a qualquer hora, é mais estável e
confiável. É preciso mudar o pensamento para fazer uso do que é livre e
distribuível a fim de melhorar.
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