quarta-feira, 6 de abril de 2016

O Desenvolvimento do Modelo de Software Livre

Resenha Crítica do Filme: Documentário sobre Linux

Filme: Revolution OS – Documentário sobre Linux – Legendas em português. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?time_continue=30&v=plMxWpXhqig>. Acesso em: 19 mar. 2016.

O filme é um documentário da produtora Seventh Art Releasing: Cordish Media Inc. Distribuído pela DIVX vídeo e apresentado por Wonderview Productions. O filme é de autoria de J. T. S. Moore e tem aproximadamente 85 minutos de duração e contém a fala de vários personagens, entre eles, estão: Eric Raymond, hacker e autor da obra: The Cathedral and The Bazaar; Linus Torvalds, criador do kernel Linux; Bruce Perens, autor da definição para “Código Aberto”; Richard Stallman, criador do GNU Project ou “Movimento do Software Livre”;
O filme se inicia com uma chamada televisiva de uma repórter, âncora de um canal de televisão local em Palo Alto, no Vale do Silício, chamando à atenção para a guerra iminente que será travada entre MicrosoftWindows  e Linux, dentre outras gigantes indústrias da informática, como Hewlett Packard e Sun Microsystems. Que guerra será essa? É a guerra entre os hackers, que querem um mundo informacional livre e colaborativo, e os donos de patentes intelectuais de softwares proprietários que correm contra as liberdades de uso para os seus produtos. Explico: de um lado se quer quebrar patentes, barreiras, códigos, privacidades, individualismo, capitalismo, escravidão, etc., e do outro, se quer manter as patentes, as senhas, os privilégios de uso, as criptografias, os códigos-fontes, a supremacia, a dependência e, consequentemente o lucro.
Esta guerra vem se travando desde os anos 80 do século passado, quando surgiram os primeiros rumores do “Movimento de Software Livre” e o “Projeto GNU” que trazia clara ameaça ao monopólio Microsoft. Esse movimento se chamava: Linux e o Movimento de Código Aberto. O que é Linux? À época era um Sistema Operacional alternativo ao Microsoft Windows, para PCs, que contava com 12 milhões de usuários e desenvolvido por centenas de programadores que colaboravam entre si pela internet e com uma performance operacional mais rápida que o concorrente, agora acuado MS-Windows.
Seu criador, Linus Torvalds, principal pedra no sapato do Sr. Bill Gates, diz sutilmente que para entender o que vem a ser o Linux, é preciso entender primeiro o que vem a ser Sistema Operacional. Neste contra-ponto ele mesmo afirma que SO é algo que nunca teremos que ter contato, pois só interessa à máquina que o “roda”, executa, e faz com que todo o resto esteja disponível para ser usado...libera memória, direciona arquivos a serem impressos nas impressoras, envia comandos aos periféricos e permite que os aplicativos se dividam em vários espaços de memórias (voláteis ou não – RAM ou ROM), executam programas, entre outras funções.
E o que é “Open Source” ou “Código Aberto”? Quem responde é o autor da definição: Bruce Perens, que explica o que quer dizer o termo: significa abrir mão de direitos intelectuais e de propriedade para deixar o código fonte do SO Linux sem entraves, sem barreiras para que qualquer usuário pudesse modificá-lo, melhorá-lo e redistribuí-lo como lhe conviesse, cobrando por essas melhorias ou não.
Stallman em suas declarações define um hacker como uma pessoa extrovertida, brincalhona e que faz uso de sua inteligência para brincar com os SO e invadir programas tidos como seguros. Ele e alguns colegas trabalhavam no MIT (Massachussets Institute of Technology) e lá começou seu trabalho como hacker “brincalhão”. Quando começaram a quebrar regras de sigilo e violar programas, foram solicitadas a criação de senhas para acompanharem os seus passos dentro dos laboratórios e isso ia contra a filosofia que ele tinha criado para o software livre e que ele definia assim: “quem estiver sentado à frente de um computador, usando um programa, pode fazer tudo o que quiser sem ter que explicar nada a ninguém”; e ele rompeu com o MIT para se dedicar ao projeto GNU, que ele chamou de Movimento de Software Livre.  
Daí para frente, o incômodo causado à recém-criada Microsoft foi só crescendo e se acirrando, mas o número de usuários do Linux só fazia aumentar e os usuários programadores, apaixonados pelo que fazem com seus programas de código fonte aberto, cada vez mais unidos pelo bem comum do compartilhamento, se reuniam em clubes e feiras concorridíssimas para mostrar ao mundo que o que era bom, poderia ser melhorado.
Essa é a ideia por trás da ideia, e eu indico para quem souber programação ou não, para os usuários avançados ou inexperientes, que tragam suas experiências do MS Windows e comparem com o GNU Linux e possam tirar suas próprias conclusões. A minha é de que o Linux, apesar da falta de suporte a qualquer hora, é mais estável e confiável. É preciso mudar o pensamento para fazer uso do que é livre e distribuível a fim de melhorar.