quinta-feira, 16 de março de 2017

Comte, Durkheim, Marx e Weber

      Auguste Comte tinha vislumbrado: “Ordem e Progresso”. Este pensador acreditava no lema acima, pelo qual a sociedade se desenvolveria se levasse adiante a concepção da sociologia como uma crença religiosa. Essa seria a base do Iluminismo. Nessa concepção as sociedades se reorganizariam sob três fundamentos, onde o conhecimento social descreveria e explicaria os fenômenos, a saber: teleológico (das entidades deificadas), metafísico (das entidades abstratas) e científico (da observação científica). “Ver para prever a fim de prover”. Com isso nasceu a Sociologia de Comte, que previa a ordem, a hierarquia, o respeito, a moral, a tradição e a estabilidade sociais, para o desenvolvimento humano e a conservação da vida em sociedade de forma organizada.
     Emile Durkheim passou a usar a expressão “Sociologia” como sendo a ciência de estudos da sociedade voltada aos interesses práticos. Foi ele que explicou os fenômenos religiosos, partindo de fatores sociais e não divinos, introduzindo a ciência sociológica nas universidades. Uma de suas marcantes características no estudo social foi a solidariedade entre os povos, onde a maioria culturalmente desenvolvida teria mais direitos que as “minorias” moralmente menos desenvolvidas (isso me parece antagônico)[1]. Era conservador e capitalista, portanto em sua época, ele não contestou essas vertentes sociais, provavelmente apoiando o colonialismo que se espalhava mundo a fora (o que tem isso de solidário?)[2].
     Já Marx lutava contra a burguesia capitalista, movida pelo lucro e explorando o proletariado. Pelo visto, foi mais solidário do que o Durkheim, que nunca combateu abertamente o capitalismo, visto por Marx como opressor social.[3] Para ele, a sociedade somente se desenvolveria sem separação por classes (utopia) e o ser humano seria autônomo e autoconsciente, trabalhador tanto manual quanto intelectual. Para ele, a sociedade somente se desenvolveria através da abolição da propriedade particular que explorava o trabalho assalariado. Contrário ao que Durkheim pregava, o homem e a sociedade se modificam mutuamente e não que um é o produto do outro.
     Para Weber, os indivíduos levam os outros em consideração antes de agirem e os valores dos atos e das coisas que fazem são compartilhados de forma a interpretar a realidade. Ninguém age sem que os outros o façam da mesma forma, tornando a ação social dos indivíduos o foco dos estudos da sociologia weberiana, onde o que prevalece são as ações individuais e não as instituições. Essa é a abordagem compreensiva da sociologia weberiana, que questiona as bases positivistas e a neutralidade científica dos fenômenos sociais.

REFERÊNCIA 
REIS, Marilise Luiza Martins dos. Sociologia da educação: caderno didático. Florianópolis: UDESC/CEAD, 2011. 182 p.

[1] Grifos meus: contrário ao pensamento solidário
[2] Grifos meus: povos sendo explorados por outros
[3] Grifos meus: o capitalismo

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Tecnologias Interativas

INTRODUÇÃO
O texto se refere às interações dos mundos real e virtual, tanto psicológicas quanto tecnológicas, na visão de José Manuel Moran. Fala da participação e do controle que as novas mídias aplicam à sociedade através da internet buscando uma maior participação de todos no uso das mídias eletrônicas. Fala de experiências sensoriais limitadas e anônimas através da rede de computadores, onde usuários ocupam um mesmo nível de interação, porém sem limites temporais ou espaciais. As interações tecnológicas são apontadas como positivas na maior parte dos afazeres humanos coletivos, mas também mostra o lado negativo que torna o indivíduo menos atento, um pouco mais vulnerável. Tem também os que buscam o lucro fácil através de golpes e as empresas capitalistas sérias que vislumbram um alcance maior de consumidores de seus produtos. Torna também, uma parcela significativa de pessoas mais acomodadas pela facilidade das interações sem a necessidade de sair de sua zona de conforto. O leque de possibilidades de interações também é apontado pelo autor, citando como ponto positivo o aumento do nível cultural das pessoas. Mostra também que o acesso à informação é mais rápido entre as pessoas conectadas de qualquer lugar para fins de trabalho, lazer ou simplesmente comunicação. Exalta o uso da televisão como uma mídia de interação entre telespectadores e emissores que farão, num curto espaço de tempo vindouro, a mais popular maneira de se conectar para se comunicar com as pessoas numa internet sem limites.
RESENHA COMENTADA
            Fácil perceber que se está vivendo em tempos de grandes escolhas e oportunidades na área da comunicação. Passaram-se décadas desde que se iniciou esta revolução tecnológica e pode-se ver que ainda há muito mais possibilidades de uso do que o uso propriamente dito. Mudaram os meios, as “ferramentas” tecnológicas ficaram mais baratas, a tecnologia ficou mais acessível e a interoperabilidade flui em todos os campos, desde entretenimento até pesquisas científicas (claro que reservadas as suas particularidades e proporções). Hoje, as pessoas estão mais ligadas em tecnologia e a usam para o lazer, para trabalhar, fazer negócios, consultar investimentos, como também, simplesmente para a comunicação.
Espaço e tempo não existem mais como eram nos anos de 1990. As pessoas querem resolver tudo pelo uso da tecnologia, elas não querem mais, ter que sair de suas confortáveis cadeiras (home Office). Imaginem se os computadores pessoais tivessem pernas e livre arbítrio, eles dominariam os humanos com muita facilidade. O que era ficção científica há 20 ou 30 anos, hoje é quase 100% realidade. O problema é jogar tudo na “conta” da tecnologia e achar que se vão resolver todas as mazelas sociais e econômicas, simplesmente facilitando o acesso à tecnologia. Isso é pura quimera.
O autor (Moran) cita um crítico (Neil Postman) desta tecnologia que escreve sobre “soluções à procura de problemas” e de pessoas isoladas e alienadas de suas vidas egocêntricas e enclausuradas. Se por um lado uma parcela das pessoas veem soluções, por outro, só se veem problemas e ficar criticando radicalmente ou se deslumbrando totalmente não vai lhes ajudar a encontrarem o meio termo. O obsoletismo e a miniaturização são duas das principais características da nova era tecnológica a qual estamos vivenciando e o uso indiscriminado dela, pela sociedade, se torna quase obrigatório depois da fase de resistência de alguns incrédulos e renitentes cidadãos. Até o capitalismo mudou! Os grandes grupos, de fomento tecnológico, disponibilizam os seus produtos de maneira a ninguém ficar de fora do “boom” social, dos grupos de bate papo, das salas de vídeo game, dos chats e das escolas virtuais. As pesquisas são voltadas para descobrir o que se está querendo (nichos de mercado) de interesse coletivo e pronto; desenvolve-se e distribui-se! Hoje, os bens de consumo e os maiores geradores de riquezas são virtuais, cibernéticos. Empresas que operam na grande rede e detém GIGA bytes de informações em bancos de dados são vendidas por milhões de dólares. O bem mais precioso da atual sociedade é a informação. Quanto mais exclusiva e de maior mobilidade, será tanto mais valiosa. Tem que usar todas essas tecnologias de maneira a se tornarem nossas extensões. Mas com cuidado, porque da mesma maneira que seduzem, elas escravizam. Cabe a cada um decidir o seu uso. Do quadro negro do professor transformado em data show (filmes e apresentações de slides), da enciclopédia “Delta Larousse” virtualizada em “Wikipédia” ou Google (pesquisas instantâneas com hyperlinks), do Atlas Geográfico ao instantâneo “Google maps” (mapas em 3D), do telescópio astronômico ao software Stellarium, ou Sky Map (usado instantaneamente em celulares), etc.
Claramente discutido é o que se faz com o uso da internet, esse livro sem capa que abre inúmeras portas para todos os tipos de mente. Se as pessoas eram acostumadas a pesquisar em livros, jornais e revistas, elas procurarão na rede essas mesmas informações, de maneira mais fácil, rápida e poderão ainda filtrar o que procuram, sem perder tempo em função de motores de busca. Se elas gostavam de fliperamas ou snooker, facilmente poderão baixar simuladores e jogos com resolução gráfica 3D de dar inveja aos ambientes reais. Podem, inclusive, manterem seus grupos de amigos de antes e jogarem os mesmos jogos conectados em rede usando seus aparelhos celulares ou computadores pessoais, hoje miniaturizados em forma de tablets e notebooks.
Outra discussão na obra é o uso acentuado das atuais mídias para se comunicarem, das quais são citadas: sons, imagens, e textos que integram mensagens e as tecnologias multimídia. São estas usadas para fins de estudos, lazer, trabalho e comércio simultaneamente e convergindo entre si, de maneira que a tela do PC ou smartphone serve tanto para brincar quanto trabalhar ou participar de uma web conferência ou debate. O sensoriamento remoto, a multidimensionalidade e a não linearidade das interações são hoje, muito mais atraentes das que existiam há anos atrás. Pensem num texto com som, numa imagem que ao se clicar no seu link, se vai para outro canto do planeta, instantaneamente dentro do mesmo contexto. Um texto que muitos podem alterar com a facilidade dos editores de textos, fazerem cópias, complementarem a ideia e disseminarem o conhecimento. Um verdadeiro big brother interativo.
CONCLUSÃO
Estudantes acadêmicos, como futuros professores, têm que se posicionar de forma ética e inovadora, sempre buscando o melhor destas tecnologias para agregar os mais diversos saberes aos seus futuros aprendizes. Deverão estar atualizados com as mídias e trazê-las para as suas práticas, como recursos importantes no ensino e na aprendizagem de seus alunos, a fim de formarem cidadãos capazes e, ao mesmo tempo críticos e colaborativos e que pensem na coletividade mais do que no individualismo; que saibam fazer uso consciente e moral, respeitoso e honesto, dentro da legalidade e com alto grau de civilidade.

Mesmo com todo avanço nas tecnologias de comunicação e nos constantes aprimoramentos dos hardwares e softwares, combatentes da exclusão social e usados desde o início em cursos de ensino à distância, o quê realmente contou e conta como marco evolutivo deste meio de ensino-aprendizagem, foram, a liberação e as melhorias vertiginosas dos canais de comunicação em massa – diga-se internet – e com ela, todo o resto que se conecte entre emissor e receptor, na intenção de se qualificar ou apenas aprender algo ou se especializar em alguma área, quer seja didática, tecnológica ou de serviços.
REFERÊNCIA

MORAN, José Manuel. Tecnologias de comunicação e interação. Programa de Formação Continuada em Mídias na Educação. Biblioteca Digital. Unidade I. Disponível em: <http://www.graduacao.cear.ueg.br/mod/folder/view.php?id=79197 >

AUTOR
O autor do artigo é José Manuel Moran. Graduado em Filosofia pela Faculdade Nossa Senhora Medianeira em 1971; Mestrado em 1982 e Doutorado em 1987 pela Universidade de São Paulo – USP – na área de Ciências da Comunicação. Professor aposentado pela USP na disciplina de Novas Tecnologias. Pesquisador, Conferencista e Orientador de Projetos Educacionais Inovadores com metodologias ativas nas modalidades: presencial e à distância.
OBRAS DO AUTOR
  • ·         Leituras dos Meios de Comunicação. Pancast, 1993.
  • ·         Mudanças na Comunicação Pessoal: gerenciamento integrado da comunicação pessoal, social e tecnológica. Paulinas, 2000. 192 p.
  • ·         Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas: Papirus, 2000.
  • Aprendendo a Viver – Caminhos para a Realização Plena. Paulinas, 2002

quarta-feira, 6 de abril de 2016

O Desenvolvimento do Modelo de Software Livre

Resenha Crítica do Filme: Documentário sobre Linux

Filme: Revolution OS – Documentário sobre Linux – Legendas em português. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?time_continue=30&v=plMxWpXhqig>. Acesso em: 19 mar. 2016.

O filme é um documentário da produtora Seventh Art Releasing: Cordish Media Inc. Distribuído pela DIVX vídeo e apresentado por Wonderview Productions. O filme é de autoria de J. T. S. Moore e tem aproximadamente 85 minutos de duração e contém a fala de vários personagens, entre eles, estão: Eric Raymond, hacker e autor da obra: The Cathedral and The Bazaar; Linus Torvalds, criador do kernel Linux; Bruce Perens, autor da definição para “Código Aberto”; Richard Stallman, criador do GNU Project ou “Movimento do Software Livre”;
O filme se inicia com uma chamada televisiva de uma repórter, âncora de um canal de televisão local em Palo Alto, no Vale do Silício, chamando à atenção para a guerra iminente que será travada entre MicrosoftWindows  e Linux, dentre outras gigantes indústrias da informática, como Hewlett Packard e Sun Microsystems. Que guerra será essa? É a guerra entre os hackers, que querem um mundo informacional livre e colaborativo, e os donos de patentes intelectuais de softwares proprietários que correm contra as liberdades de uso para os seus produtos. Explico: de um lado se quer quebrar patentes, barreiras, códigos, privacidades, individualismo, capitalismo, escravidão, etc., e do outro, se quer manter as patentes, as senhas, os privilégios de uso, as criptografias, os códigos-fontes, a supremacia, a dependência e, consequentemente o lucro.
Esta guerra vem se travando desde os anos 80 do século passado, quando surgiram os primeiros rumores do “Movimento de Software Livre” e o “Projeto GNU” que trazia clara ameaça ao monopólio Microsoft. Esse movimento se chamava: Linux e o Movimento de Código Aberto. O que é Linux? À época era um Sistema Operacional alternativo ao Microsoft Windows, para PCs, que contava com 12 milhões de usuários e desenvolvido por centenas de programadores que colaboravam entre si pela internet e com uma performance operacional mais rápida que o concorrente, agora acuado MS-Windows.
Seu criador, Linus Torvalds, principal pedra no sapato do Sr. Bill Gates, diz sutilmente que para entender o que vem a ser o Linux, é preciso entender primeiro o que vem a ser Sistema Operacional. Neste contra-ponto ele mesmo afirma que SO é algo que nunca teremos que ter contato, pois só interessa à máquina que o “roda”, executa, e faz com que todo o resto esteja disponível para ser usado...libera memória, direciona arquivos a serem impressos nas impressoras, envia comandos aos periféricos e permite que os aplicativos se dividam em vários espaços de memórias (voláteis ou não – RAM ou ROM), executam programas, entre outras funções.
E o que é “Open Source” ou “Código Aberto”? Quem responde é o autor da definição: Bruce Perens, que explica o que quer dizer o termo: significa abrir mão de direitos intelectuais e de propriedade para deixar o código fonte do SO Linux sem entraves, sem barreiras para que qualquer usuário pudesse modificá-lo, melhorá-lo e redistribuí-lo como lhe conviesse, cobrando por essas melhorias ou não.
Stallman em suas declarações define um hacker como uma pessoa extrovertida, brincalhona e que faz uso de sua inteligência para brincar com os SO e invadir programas tidos como seguros. Ele e alguns colegas trabalhavam no MIT (Massachussets Institute of Technology) e lá começou seu trabalho como hacker “brincalhão”. Quando começaram a quebrar regras de sigilo e violar programas, foram solicitadas a criação de senhas para acompanharem os seus passos dentro dos laboratórios e isso ia contra a filosofia que ele tinha criado para o software livre e que ele definia assim: “quem estiver sentado à frente de um computador, usando um programa, pode fazer tudo o que quiser sem ter que explicar nada a ninguém”; e ele rompeu com o MIT para se dedicar ao projeto GNU, que ele chamou de Movimento de Software Livre.  
Daí para frente, o incômodo causado à recém-criada Microsoft foi só crescendo e se acirrando, mas o número de usuários do Linux só fazia aumentar e os usuários programadores, apaixonados pelo que fazem com seus programas de código fonte aberto, cada vez mais unidos pelo bem comum do compartilhamento, se reuniam em clubes e feiras concorridíssimas para mostrar ao mundo que o que era bom, poderia ser melhorado.
Essa é a ideia por trás da ideia, e eu indico para quem souber programação ou não, para os usuários avançados ou inexperientes, que tragam suas experiências do MS Windows e comparem com o GNU Linux e possam tirar suas próprias conclusões. A minha é de que o Linux, apesar da falta de suporte a qualquer hora, é mais estável e confiável. É preciso mudar o pensamento para fazer uso do que é livre e distribuível a fim de melhorar.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

DESTINAÇÃO DO LIXO ELETRÔNICO


            Tramitou durante 20 anos no Congresso Nacional brasileiro, depois de ocorrerem várias catástrofes ambientais mundo afora, e o Brasil ter um dos polos industriais mais poluídos do planeta (Cubatão-SP, em 1980) a Lei 12.305/2010 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS; altera a Lei 9.605/1998 e dá outras providências em relação às atividades consideradas lesivas ao meio ambiente, como sanções penais e administrativas. Primeiramente, a PNRS trata dos “princípios, objetivos e instrumentos, bem como traça as diretrizes sobre gestão e gerenciamento dos resíduos sólidos e perigosos” (BRASIL, 2010), que venham a contaminar o meio ambiente ao serem descartados de forma irresponsável e sem o devido tratamento. Mesmo que todas as providências tenham sido tomadas em relação ao descarte, se algo acontecer ao meio ambiente, a Lei prevê sanções sob a responsabilidade compartilhada a quem causar o dano. Entende-se por
responsabilidade compartilhada ao conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos. (BRASIL, 2010, texto digital).
Como consta na nossa Constituição Federal de 1988, ninguém está acima das Leis e disso entende-se que tanto o cidadão comum, as empresas privadas, as empresas públicas e os Governos em suas três instâncias, devem respeitar e ser subjugados pelas leis do País, e o que será tratado aqui, não será a Lei, mas sim, o âmbito e as consequências que ela aborda.
Não importa que nome se dê ao assunto: resíduos tecnológicos, resíduos eletroeletrônicos, lixo computacional, lixo eletrônico, etc., os problemas que se irão enfrentar serão tanto piores, quanto mais adiado forem o cumprimento e a observância das leis que terão que ser impostas aos fabricantes e aos usuários de equipamentos eletro eletrônicos que; depois de sua vida útil – em geral muito curta – quando descartados de maneira irresponsável e sem as devidas precauções, são nocivos ao meio ambiente. É claro e não foi citado acima, o Governo, seus Órgãos e Serventias, em todas as esferas públicas também são considerados usuários por fazerem uso desses equipamentos no funcionamento da máquina administrativa.

ESTUDO DE CASO

            Foram entrevistados nove (9) servidores públicos de nível escolar superior (alguns já formados e outros incompletos) numa Autarquia Federal do NOME OMITIDO PELO AUTOR, em Brasília, DF; abordando alguns itens que, segundo Rodrigues (2003 apud NATUME e SANT’ANNA, 2011, p. 2) são classificados como resíduos tecnológicos; chegou-se à média de 39,2 unidades desses produtos por participante e, pelas respostas às perguntas feitas, foi constatado que embora a empresa faça recolhimento em suas dependências para terceiros especializados em descarte de material reciclável e mesmo para os impróprios e perigosos como pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, etc. o consenso é que a Lei nº 12.305/2010 não é conhecida da grande maioria entrevistada e da população em geral: 77,78% dos entrevistados desconhece a Lei e 22,22% ainda joga todo tipo de descarte no lixo comum, sem fazer coleta seletiva. Alguns entrevistados são acumuladores e guardam aquilo que não tem mais serventia ou já saiu da moda, desses temos 22,22%.
Em contra partida aos desavisados da Lei, temos 44,44% dos entrevistados que são sustentavelmente corretos e fazem coleta seletiva de tudo o que é material considerado agressor ao meio ambiente. Outros 44,44% são parcialmente seletivos, ou seja, algumas partes “menos” tóxicas ao meio ambiente são descartadas sem a devida separação. Ambos, os totalmente e os parcialmente seletivos, levam seus produtos em desuso aos locais divulgados pelos fabricantes que mantêm um canal de comunicação com os usuários de seus produtos, seguindo as diretrizes da Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Os acumuladores disseram que quando o produto ainda funciona, tentam vendê-lo ou trocá-lo e, se quebrado, mas tendo conserto, doam. Os que não fazem coleta seletiva, ainda jogam qualquer tipo de resíduo, mesmo pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes em lixo comum, sem nenhum tratamento ou cuidado, o que certamente ocasiona acidentes e danos à natureza em algum nível toxicológico.
Conclui-se, com os números levantados, que a Lei precisa de mais divulgação e o povo de mais educação. As empresas envolvidas precisam ser fiscalizadas e homologadas com selos de qualidade ambiental (selo eco-eficiente, tarja verde, lixo zero, etc.) para serem beneficiadas pelas suas atitudes preservacionistas. Isso faz a diferença. Já pude constatar pessoalmente fazendo a escolha pela embalagem que falava ser de material reciclável, entre produtos de mesma faixa de preço e qualidade, porém, ambientalmente correto, optei pela menos agressora (aparentemente). Não é possível conceber pessoas instruídas jogando resíduos altamente tóxicos no meio ambiente, sem o devido tratamento, sabendo (com certeza, pela televisão que assistem e pelas mídias que leem e ouvem) que existem leis, restrições ao descarte, eco-pontos de coleta seletiva, e que isso está em pauta nas reuniões de cúpula dos países desenvolvidos e dos em desenvolvimento (BRICS) às quais o Brasil sempre está presente, desde 1972 (1ª Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, em Estocolmo, Suécia)  fazendo a sua parte nas ideias e sugestões para manter o planeta habitável e seguro para as futuras gerações. O mundo inteiro precisa ser ambientalmente correto e preservacionista porque os meios naturais para a sobrevivência da espécie são finitos e se encerram dentro do planeta; não se pode cuspir no prato que se come!

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: Informação e Documentação – Referências – Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 24p.

______. NBR 10520: Informação e Documentação – Citações em documentos – Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 7p.

BOLIGIAN, Levon. et al. Geografia – Espaço e Vivência: A dinâmica dos espaços da globalização, 8º Ano – 5ª ed. reform. São Paulo: Atual, 2013. cap. 4, p. 41-57.

BRASIL. Constituição (1988), de 5 de outubro de 1988. Palácio do Planalto, Brasília, DF, 5 out. 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm>. Acesso em: 22 fev. 2016.

______. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Palácio do Planalto, Brasília, DF, 12 fev. 1998. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/leis/L9605.htm>. Acesso em: 22 fev. 2016.

______. Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010. Palácio do Planalto, Brasília, DF, 2 ago. 2010. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm>. Acesso em: 22 fev. 2016.

NATUME, R. Y.; SANT’ANNA, F. S. P. Resíduos Eletroeletrônicos: Um desafio para o desenvolvimento sustentável e a nova lei da política nacional de resíduos sólidos. In: 3rd. International Workshop. São Paulo, p. 2, 2011. Cleaner Production Initiatives and Challenges for a Sustainable World; 2011 mai. 18-20; São Paulo.

REZENDE, Sônia Regina Gouvêa. Manual de Formatação: Trabalhos acadêmicos. Anápolis: UEG-CEAR, 2015. 69 p.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Novas Tecnologias

     As novas tecnologias estão em todos os lugares por onde se passa. Quando as pessoas se levantam nos dias de hoje já as estão usando no despertador do aparelho celular. Quando se vai à cozinha e se quer água, lá está ela no dispenser da porta da geladeira. Rapidamente esquenta-se o café em 1 minuto no forno de micro ondas. Liga-se a televisão que tem tela de plasma, de led, ou LCD e se assiste ao jornal da manhã. Assiste-se a vários deles, pois com o controle remoto nas mãos, assim que vem propaganda muda-se de emissora para que não se perca nenhuma informação da manhã e procura-se por outro tele jornal. Quando se vai para o destino, de carro, certamente pode-se ver muita tecnologia no transporte também. Desde a partida do motor, que hoje é feita com cartões codificados onde o computador acoplado ao motor do carro decodifica e interpreta as instruções para verificar todo o funcionamento inicial, até que se chegue ao destino seguindo pelo GPS no painel e ouvindo músicas do pendrive ligado ao USB do equipamento embarcado. Quando se para no estacionamento pode-se manobrar sem receio de bater em algo atrás do veículo, pois os carros têm sensor ou câmera de marcha-ré mostrando se está livre ou não o caminho atrás do veículo. Vamos para o terminal rodoviário pegar a condução, e lá está a roleta eletrônica, que lê os créditos dos cartões do vale transporte magnético. Pode-se dizer que num futuro breve, vai se pagar as passagens com cartões de crédito ou débito, assim como se faz com o pãozinho na padaria que às vezes é pago com o débito menos de 5 reais. O “dinheiro de plástico” já é uma constante na nossa realidade. Até nas pizzas deliveries se paga com ele, no portão de casa. No posto de gasolina não se desce mais do carro, o frentista vem até você para receber a conta do abastecimento. Isso é apenas para ficar na tecnologia informação eletrônica, sem se falar na das comunicações que estão também em todos os cantos.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

EAD, um pouco de história

As maiores vantagens do EAD são indiscutivelmente o alcance geográfico e o horário disponível, pois facilita o acesso aos estudos a quem não tem uma escola próxima de casa e tempo para frequentar salas de aula. Hoje ainda é pequeno o rol das graduações superiores na rede pública, não dando muitas oportunidades a que se possa cursar o que realmente se quer (falo no meu caso). Porém, quem busca se qualificar ou somente ter um diploma superior reconhecido por instituição de renome (como é o caso da UEG), o caminho está aberto, as tecnologias estão aí, o Governo está fazendo a parte dele. Na rede privada temos uma grande quantidade de cursos, muitas vezes sem a devida qualidade que se espera de uma Instituição Superior (também já passei por essa experiência antes).

A EAD no Brasil data de 1930 com o Instituto Universal Brasileiro e o Instituto Monitor. O primeiro curso de pedagogia a distância foi em 1995 na UFMT. O Governo Federal começou a sua política pública de investimentos em EAD, criando o Sistema Universidade Aberta do Brasil em 2006, empurrado pela LDB, e com investimentos da ordem de R$ 3,6 bi, para Instituições Públicas de Ensino Superior. Portanto, já se passaram 75 anos dos primeiros cursos. Eu fiz IUB (técnico de rádio e TV) em 1980. De lá para cá tivemos um aumento de 3857% nas matrículas em EAD. Das atuais inscrições 67% são para a primeira graduação. Aqui em Brasília, a única Universidade Federal, portanto Pública, a UnB absorve em seus cursos, 9% apenas dos candidatos inscritos em seu vestibular. É muito pouco para uma macro região de mais de 2 milhões de pessoas e a EAD é um caminho concreto para se formar profissionais, daí a serem bons, vai depender do quanto se dediquem.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

INFORMAÇÃO: O que é. Para que serve. Quanto vale.

            Como já foi muito discutido e visto, a informação é abstrata, invisível, incomensurável. Por este aspecto ela é difícil de ser dominada por um ou outro grupo e quando o é, esse grupo torna-se poderoso e valorizado. Segundo vimos no filme do Sr. Valdez Ludwig, não é por acaso que o homem mais rico do planeta é o Sr. Bill Gates. Ele domina o conceito de informação, ou melhor, ele tem o domínio dos meios de distribuição destas informações, os “softwares”. As vias por onde circulam estas informações, mundo afora.
            Desde os Sumérios, sabemos que o que passa de geração para geração é a informação escrita. Antes deles, nas cavernas, os hominídeos já transmitiam os seus conhecimentos adquiridos de caça e pesca aos seus descendentes ou mesmo outros povos, através de incrustações pictóricas. Nestas formas de passar informação eles mostravam qual era o tipo de animal comum naquela região e também desenhavam a maneira de como atingi-los a fim de capturá-los para se alimentarem. Desenhavam o tipo de arma que era usado, das três mais eficientes de que dispunham, a saber: arco e flechas, lanças ou machadinhas.
Em maior ou menor importância, a informação está impregnada em tudo desde o início do mundo com a explosão do “Big-bang”.  Os átomos de vários gases se misturando em maior ou menor quantidade e se definindo como um planeta, habitável ou não. Não importa de onde vem nem para onde vai, a informação está associada a tudo. Ela é hoje o maior bem que se pode ter para não se cometer erros em relação à nossa preservação como espécie, e também a manutenção da habitabilidade do planeta. Os cientistas buscam incansavelmente através de seus telescópios por informações que possam levar a conhecer outros planetas com as mesmas características de habitabilidade que temos aqui na Terra. Outros procuram por respostas analisando as informações obtidas nas camadas do solo congelado, nas geleiras dos pólos terrestres. Muitas vezes arriscando sua própria vida em busca de tais informações. Quer dizer, se informação não fosse importante então por que se dá tanto destaque a ela? Desde a criação dos símbolos representativos de palavras oralizadas é que vem se iniciando o processo de valorização da informação, sem que se dessem conta de seu valor, até chegar à era da revolução industrial, acontecida há mais ou menos 300 anos.
Voltando novamente ao filme escolhido para este resumo, sabemos pelo que foi dito e mostrado, que a maior inovação tecnológica e a mais simples, como também a mais destrutiva das invenções humanas, de acordo com o professor Jim Al-Khalili foi a palavra escrita. Sem dúvidas ela é o que nos faz conhecer a nossa história, como espécie, ela nos diz o que fizeram antes de nós e através de sua análise podemos dar continuidade ao que é certo e desmerecer o que foi feito errado. Esta informação passou por armazenamento e transmissão, assim como é feito nos dias de hoje, o que vem mudando desde então, é a tecnologia que usamos.
Em conversa com um dos poucos que ainda conseguem ler os símbolos pictográficos dos Sumérios - o Dr. Irving Finkel - aquele professor conta que o grande salto da humanidade em relação à escrita foi que ao invés de fazer o símbolo associado ao objeto, esse foi associando-se ao som deste objeto, ou seja, em vez de expressar uma idéia – que é a verdadeira finalidade da escrita – passou a expressar o som desta imagem, e isto sem dúvida mudou toda a história da informação, e com isto poderia ser transmitida a outros povos no futuro e não ficar restrita à memória de quem tinha esta informação e com isto perdurar por muitas eras.
As fábulas mesopotâmicas escritas na argila em aproximadamente 2100 a.C. são encontradas ainda perfeitas no museu de Londres e são verdadeiras provas de que a informação escrita é para ser passada para outras eras da história da humanidade. Assim como idéias, poesias, rezas, receitas, diálogos, literatura e todos os tipos de manifestações da alma humana, a informação que transformou os sons em símbolos poderia ser alterada facilmente, de uma forma para outra e, com isto, a escrita foi a única tecnologia de informação que as pessoas usaram por séculos.
Vejam quantos idiomas escritos de maneiras diferentes existem, todos usando símbolos correspondentes para expressarem a mesma idéia ou informação. Alfabetos como a cirílico, o grego, o hindu, o japonês, o árabe, o coreano, o malaio, o chinês, apenas para citar alguns modos diferentes de os povos trocarem informações entre si, através da simbologia do som, que é diferente em cada região.
Tempos depois, com a efervescência dos comércios multinacionais e durante a revolução industrial na Europa, particularmente em Lyon – França – surgiu a idéia do tecelão Jacquard, que inventou uma maneira de aumentar a velocidade das máquinas de tear, até então a maior engenhosidade da humanidade, o que viria a revelar uma verdade fundamental sobre a informação, ela estava sendo traduzida de imagem para cartão perfurado e desta para o desenho no tecido terminado. O que deu origem à distinção entre hardware e software, pois o tear é para tecer, mas não diz qual tipo de tecido ou qual figura vai estampar, esta informação está codificada no cartão perfurado, aponta o Dr. Doron Swade, que diz ainda, que isso trouxe grandes avanços ao que estaria por vir. Estes cartões perfurados representando símbolos abstratos para armazenamento e processamento provou ser uma idéia muito poderosa, porém a maneira de se enviar a informação era tão rápida quanto enviar uma encomenda, via navio, cavalo, correndo, etc. conta Tom Standage. Até que surgiu a eletricidade e a informação passou trafegar com uma velocidade bem maior que até então.
O engenho que ganhou forças à época e ainda hoje é usado na rádio navegação aérea, ferroviária e marítima foi o inventado por Samuel Morse, o telégrafo Elétrico, que com seu código tão simples os usuários podiam soletrar letras do alfabeto inglês de maneira rápida e eficiente, usando pulsos elétricos curtos ou longos conforme iam-se formando as palavras. Era a maneira mais rápida já descoberta para se transferir as informações que se queriam e mais uma vez, dar o grande salto na descoberta de uma nova e revolucionária tecnologia.
Primeiro foi a memória humana, em segundo, a argila; em terceiro, o papel; em quarto, o cartão perfurado e agora a corrente elétrica. Isso fez com que o mundo se emaranhasse em redes de fios por linhas telegráficas e, muito rapidamente, criou-se as bases da era da informação que conhecemos hoje. Mas a habilidade humana em manipular, processar e transmitir essas informações não parou por aí.
Descobriu-se logo que a informação era algo além da idéia humana e que usando termodinâmica podiam-se separar as moléculas mais rápidas das mais lentas, num mesmo invólucro cheio de ar, segundo a descoberta “diabólica” de Maxwell, apenas usando a informação do movimento das moléculas. Na época, colocar em prática a idéia de que tudo poderia ser feito apenas usando a informação do movimento das moléculas, parecia muito além do tempo e, mover coisas, criar ordem sem usar nenhuma energia era contrário e muito além das idéias que se tinham no século que se findava, o XIX. Naquela época, sem querer, Maxwell já antevia o quão abrangente seria a informação. Dessa sua descoberta, mesmo sem as respostas que ele procurava, foi lançado o princípio fundamental do que seria um computador, ou pra que serviria esse computador.
Alan Turing, aproximadamente um século depois da descoberta de Maxwell, concebeu involuntariamente o que seria um computador com capacidade de criptografar a informação, diferente do que realmente era o “computador” naquela época: “era uma pessoa com lápis e papel na mão fazendo cálculos matemáticos mais ou menos complexos”. Esses “super humanos” eram contratados por grandes empresas para darem conta de seus crescentes lucros mediante o crescimento dos mercados. Mas não duraram muito, pois Turing achou a resposta que precisava para entender o que seria essencial na computação: “os dados e as instruções do que fazer com eles”. Como as máquinas entenderiam as instruções de somar, multiplicar, dividir e subtrair? Como seria essa interação entre homem e máquina? Como seria essa linguagem? Foi dessa pesquisa que Turing criou o código binário – binary digit, bit – e dele, fez todo tipo de instruções possíveis para que a máquina obedecesse a essas instruções e realizasse todo o tipo de cálculos. Foi possível também, a partir dos “bits” fazer com que o computador servisse como telefone, máquina fotográfica, filmadora, editor de textos, gravador e reprodutor de sons, e muito mais que se quisesse. E aí está uma das idéias mais marcantes do século XX, a de que a informação pode ser transformada em poder.
Então, como medir essa informação? A resposta está em Shannon, outro brilhante gênio do século XX, que trabalhava na “Bell Telephone Network” e descobriu a maneira de quantificar as mensagens que trafegavam pelos cabos daquela empresa, a maior do setor de telecomunicações do mundo. Convertendo-se qualquer mensagem em seu correspondente binário, que pode ser uma longa ou curta seqüência de “uns e zeros” tem-se o verdadeiro valor da informação. Tudo pode ser medido em “bit”, som, vídeo, texto.
Então podemos usar a informação para substituir ou imaginar praticamente tudo o que há no universo, desde que obedecidas as leis da física, porque mesmo a informação sendo abstrata ela tem que obedecer as leis do universo. Nada é infinito enquanto não se souber os limites do universo e tudo o que está contido no universo, fatalmente terá um fim, ainda que longínquo. Sabemos que as memórias dos computadores estão evoluindo a cada dia e ficando cada vez mais baratas. Sua tecnologia vai evoluindo e seu custo/bit vai diminuindo. Ainda hoje avançamos em algumas pesquisas no ramo da eletricidade e da informação usando os conceitos demonstrados lá atrás, por Maxwell, quando estudava o vapor para transmitir informação. Hoje se usa o laser e partículas de poeira para atestar a relação entre a informação e a energia, com mais precisão, mas com os mesmos conceitos. Mas o que fica demonstrado nestes estudos, é que a abstração e a invisibilidade da informação, não lhe dão características de serem incomensuráveis ou invisíveis, ou infinitas como dissemos no início do resumo. Ela é tão palpável e mensurável como qualquer outra forma física que existia antes. Vale lembrar a tábula de argila, os papiros, os livros, os atuais DVDs, ROMs, EPROMs, etc. E é isso que a faz valiosa, o fato de podermos salvá-la e armazená-la da maneira como quisermos na quantidade que desejarmos e para o uso que quisermos dar a ela. A informação substitui tudo, desde dinheiro, laser, trabalho, espaço físico, barreiras idiomáticas, distâncias, inclusive pessoas em postos de trabalho. Começamos dizendo que informação era invisível e incomensurável e terminamos concluindo que ela é bem visível, está em todos os lugares, tem valor associado, é quantificável, porém, está muito longe ainda o fim de tantos questionamentos, os quais fizemos, ao longo do texto.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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LUDWING, Waldez. Informação como bem econômico. Globonews, 2007.

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SANT’ANNA, Solimara Ravani de. Informática e sociedade. Vitória: Ifes, 2010.