Auguste
Comte tinha vislumbrado: “Ordem e Progresso”. Este pensador acreditava
no lema acima, pelo qual a sociedade se desenvolveria se levasse adiante
a concepção da sociologia como uma crença religiosa. Essa seria a base
do Iluminismo. Nessa concepção as sociedades se reorganizariam sob três
fundamentos, onde o conhecimento social descreveria e explicaria os
fenômenos, a saber: teleológico (das entidades deificadas), metafísico
(das entidades abstratas) e científico (da observação científica). “Ver
para prever a fim de prover”. Com isso nasceu a Sociologia de Comte, que
previa a ordem, a hierarquia, o respeito, a moral, a tradição e a
estabilidade sociais, para o desenvolvimento humano e a conservação da
vida em sociedade de forma organizada.
Emile Durkheim passou a usar a expressão “Sociologia” como sendo a
ciência de estudos da sociedade voltada aos interesses práticos. Foi ele
que explicou os fenômenos religiosos, partindo de fatores sociais e não
divinos, introduzindo a ciência sociológica nas universidades. Uma de
suas marcantes características no estudo social foi a solidariedade
entre os povos, onde a maioria culturalmente desenvolvida teria mais
direitos que as “minorias” moralmente menos desenvolvidas (isso me parece antagônico)[1].
Era conservador e capitalista, portanto em sua época, ele não contestou
essas vertentes sociais, provavelmente apoiando o colonialismo que se
espalhava mundo a fora (o que tem isso de solidário?)[2].
Já Marx lutava contra a burguesia capitalista, movida pelo lucro e explorando o proletariado. Pelo
visto, foi mais solidário do que o Durkheim, que nunca combateu
abertamente o capitalismo, visto por Marx como opressor social.[3]
Para ele, a sociedade somente se desenvolveria sem separação por
classes (utopia) e o ser humano seria autônomo e autoconsciente,
trabalhador tanto manual quanto intelectual. Para ele, a sociedade
somente se desenvolveria através da abolição da propriedade particular
que explorava o trabalho assalariado. Contrário ao que Durkheim pregava,
o homem e a sociedade se modificam mutuamente e não que um é o produto
do outro.
Para Weber, os indivíduos levam os outros em consideração antes de
agirem e os valores dos atos e das coisas que fazem são compartilhados
de forma a interpretar a realidade. Ninguém age sem que os outros o
façam da mesma forma, tornando a ação social dos indivíduos o foco dos
estudos da sociologia weberiana, onde o que prevalece são as ações
individuais e não as instituições. Essa é a abordagem compreensiva da
sociologia weberiana, que questiona as bases positivistas e a
neutralidade científica dos fenômenos sociais.
REFERÊNCIA
REIS, Marilise Luiza Martins dos. Sociologia da educação: caderno didático. Florianópolis: UDESC/CEAD, 2011. 182 p.
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