quinta-feira, 16 de março de 2017

Comte, Durkheim, Marx e Weber

      Auguste Comte tinha vislumbrado: “Ordem e Progresso”. Este pensador acreditava no lema acima, pelo qual a sociedade se desenvolveria se levasse adiante a concepção da sociologia como uma crença religiosa. Essa seria a base do Iluminismo. Nessa concepção as sociedades se reorganizariam sob três fundamentos, onde o conhecimento social descreveria e explicaria os fenômenos, a saber: teleológico (das entidades deificadas), metafísico (das entidades abstratas) e científico (da observação científica). “Ver para prever a fim de prover”. Com isso nasceu a Sociologia de Comte, que previa a ordem, a hierarquia, o respeito, a moral, a tradição e a estabilidade sociais, para o desenvolvimento humano e a conservação da vida em sociedade de forma organizada.
     Emile Durkheim passou a usar a expressão “Sociologia” como sendo a ciência de estudos da sociedade voltada aos interesses práticos. Foi ele que explicou os fenômenos religiosos, partindo de fatores sociais e não divinos, introduzindo a ciência sociológica nas universidades. Uma de suas marcantes características no estudo social foi a solidariedade entre os povos, onde a maioria culturalmente desenvolvida teria mais direitos que as “minorias” moralmente menos desenvolvidas (isso me parece antagônico)[1]. Era conservador e capitalista, portanto em sua época, ele não contestou essas vertentes sociais, provavelmente apoiando o colonialismo que se espalhava mundo a fora (o que tem isso de solidário?)[2].
     Já Marx lutava contra a burguesia capitalista, movida pelo lucro e explorando o proletariado. Pelo visto, foi mais solidário do que o Durkheim, que nunca combateu abertamente o capitalismo, visto por Marx como opressor social.[3] Para ele, a sociedade somente se desenvolveria sem separação por classes (utopia) e o ser humano seria autônomo e autoconsciente, trabalhador tanto manual quanto intelectual. Para ele, a sociedade somente se desenvolveria através da abolição da propriedade particular que explorava o trabalho assalariado. Contrário ao que Durkheim pregava, o homem e a sociedade se modificam mutuamente e não que um é o produto do outro.
     Para Weber, os indivíduos levam os outros em consideração antes de agirem e os valores dos atos e das coisas que fazem são compartilhados de forma a interpretar a realidade. Ninguém age sem que os outros o façam da mesma forma, tornando a ação social dos indivíduos o foco dos estudos da sociologia weberiana, onde o que prevalece são as ações individuais e não as instituições. Essa é a abordagem compreensiva da sociologia weberiana, que questiona as bases positivistas e a neutralidade científica dos fenômenos sociais.

REFERÊNCIA 
REIS, Marilise Luiza Martins dos. Sociologia da educação: caderno didático. Florianópolis: UDESC/CEAD, 2011. 182 p.

[1] Grifos meus: contrário ao pensamento solidário
[2] Grifos meus: povos sendo explorados por outros
[3] Grifos meus: o capitalismo

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