As
maiores vantagens do EAD são indiscutivelmente o alcance geográfico e o horário
disponível, pois facilita o acesso aos estudos a quem não tem uma escola
próxima de casa e tempo para frequentar salas de aula. Hoje ainda é pequeno o
rol das graduações superiores na rede pública, não dando muitas oportunidades a
que se possa cursar o que realmente se quer (falo no meu caso). Porém, quem
busca se qualificar ou somente ter um diploma superior reconhecido por
instituição de renome (como é o caso da UEG), o caminho está aberto, as
tecnologias estão aí, o Governo está fazendo a parte dele. Na rede privada
temos uma grande quantidade de cursos, muitas vezes sem a devida qualidade que
se espera de uma Instituição Superior (também já passei por essa experiência antes).
A
EAD no Brasil data de 1930 com o Instituto Universal Brasileiro e o Instituto
Monitor. O primeiro curso de pedagogia a distância foi em 1995 na UFMT. O
Governo Federal começou a sua política pública de investimentos em EAD, criando
o Sistema Universidade Aberta do Brasil em 2006, empurrado pela LDB, e com
investimentos da ordem de R$ 3,6 bi, para Instituições Públicas de Ensino
Superior. Portanto, já se passaram 75 anos dos primeiros cursos. Eu fiz IUB
(técnico de rádio e TV) em 1980. De lá para cá tivemos um aumento de 3857% nas
matrículas em EAD. Das atuais inscrições 67% são para a primeira graduação.
Aqui em Brasília, a única Universidade Federal, portanto Pública, a UnB absorve
em seus cursos, 9% apenas dos candidatos inscritos em seu vestibular. É muito
pouco para uma macro região de mais de 2 milhões de pessoas e a EAD é um
caminho concreto para se formar profissionais, daí a serem bons, vai depender
do quanto se dediquem.
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