sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

RELATÓRIO


Esse relatório basear-se-á no que foi lido no material didático indicado, a saber: “Ferramentas computacionais aplicadas à educação”, devidamente referenciado ao final deste, como também do que foi tratado no fórum de discussão da disciplina, no ambiente “moodle”. Falou-se em tecnologias educacionais e de como a mesma vem evoluindo ao longo dos anos, passando pela criação de livros escritos em papiro e a tecnologia quase ultrapassada, que é a dos mesmos serem escritos em papel. Falou-se também das lousas de ardósia e das telas de cristal líquido dos computadores, que hoje são facilmente trocados em sala, por telões que refletem os slides em datashows. O que importa do material analisado é a questão central, qual seja: Educação e tecnologia. E aquela não vem senão com muito esforço de pais, de alunos, de professores; e essa, sem aplicação de recursos vindos de entidades, de governos, de investidores e patrocinadores. A regra é adaptar, adaptar os currículos e agilizar a distribuição de verbas na aquisição de equipamentos de ponta que não demorem a ser instalados, porque do contrário, viram sucatas antes mesmo de serem usados, tamanha velocidade com que as “tecnologias” evoluem. Tecnologias essas que segundo os autores podem ser: físicas, organizadoras e simbólicas.
Os currículos precisam ser modificados e melhorados porque as mudanças de comportamentos sociais já estão acontecendo há algumas décadas e os nossos currículos escolares continuam iguais aos que eram usados há 30 anos. Hoje tudo é pelo computador, a diversão, o comércio, o trabalho, o lazer, o estudo, enfim, tudo o que se tem que aprender é usar as “novas” tecnologias, e para tanto, os currículos escolares têm que atentar para isso. O que transforma a sociedade, com seus usos e costumes é a educação, e desde a revolução industrial a educação é feita através de, e com a, leitura de livros, e isso precisa mudar para acompanhar as mudanças de tecnologias que o mundo vivencia há algum tempo. O barateamento e acessibilidade crescentes nas áreas de tecnologia e comunicações faz com que o uso de tais tecnologias não dependa mais de verbas suntuosas e portanto, é de fácil implementação e democratização. Já se está falando em “mídias cruzadas”, que permitem aos usuários a interação de vários serviços simultâneos e complementares, que são semelhantes a hipertextos onde as diversas fontes de informação interagem, e através do acesso à internet continua ou se completa a estória, afim de fornecer mais informação aos usuários. Mudar de tecnicismo para modernismo é o caminho a se seguir. Os usuários modernos nem perceberam que as “novas” ferramentas são tecnologias empregadas ao aprendizado, pois como diz o autor citando Tapscott, “[…] o que existia antes de nascermos faz parte de nossa vida de forma tão natural que nem percebemos que é uma 'tecnologia'.” E, se para eles isso é natural, temos que usar isso a favor da educação deles. Aproveitar a naturalidade e aprimorar o currículo dentro desse contexto natural, usando as ferramentas de hoje como se fossem o giz e a lousa de antes. Segundo afirma Tajra (2007), citada por Nunes (2010, p. 13), “[…] o primordial para a atualidade é a inovação, que fortalece o espírito de modernidade e que serve como justificativa para o desenvolvimento ilimitado […].” Seguindo a mesma linha de raciocínio desses autores, penso que a tecnologia deva ser incorporada e que conforme eles, isso seria sinônimo de progresso. Então, por que não ensinar matemática usando o MSOffice Excel? Ou LibreOffice Calc com recursos do LibreOffice Math? Ou artes com recursos multimidiáticos do LibreOffice Draw ou Mac Paint Brush? Ou ainda, português, gramática e textos com o MS-Word ou BR-Office Writer? Os recursos estão aí, basta dar continuidade ao aprimoramento dos professores e trazer para as salas de aulas os recursos midiáticos de que dispõem as escolas. Conversar com pais e educadores para saberem quais seriam as novas regras de aprendizado e comportamento. De acordo com o que se pretenda, fica fácil escolher este ou aquele recurso pedagógico e didático. O professor jamais será substituído e ele precisa entender isso. O papel de educador está cada vez mais deixado de lado pela sociedade e cabe aos professores resgatar essa atitude de fazer a diferença na vida das pessoas. Então, o professor precisa entender o uso dessas ferramentas que estão aí para auxiliá-lo e não para constrangê-lo diante dos modernos usuários digitais. O que é melhor? Entrar em sala carregando uma mala pesada de livros, uma dúzia de mapas, uma caixa de giz de cor, régua, entre outros objetos, ou um notebook com acesso a internet? Por que não usar a tecnologia a nosso favor? Tecnologia e pedagogia andam juntas, hoje. Tecnologia é também o professor estar equipado e bem instruído, pois se bem utilizada, serve de ferramenta institucional para o aprendizado de crianças e adultos. Serve como o prolongamento do lápis dos estudantes, do giz dos professores, do telescópio dos astrofísicos e do microscópio dos bioquímicos, entre outros. Cabe aos educadores primeiros, os pais em casa, estabelecerem limites para o seu uso e educarem os seus filhos para que saibam como, onde e quando usarem as NTICs. Assim como cabe aos dirigentes educacionais, nas escolas, deixarem bem transparente as regras de aceitação e uso destas NTICs, que deverão ser em horários e locais pré estabelecidos. Elas não podem servir de distrações em horário de aulas explanativas ou expositivas, sob pena do comprometimento do aprendizado e do conteúdo educacional, como também servir de entrave para o desenvolvimento intelectual, onde valores éticos como disciplina, respeito e ordem deverão ser aprendidos na escola e também trazidos de casa.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 6023 – Informação e Documentação – Referências – Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 24 p.

______. NBR 10520 – Informação e Documentação - Citações em documentos – Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 7 p.

NUNES, E. P. dos S.; RIBAS, J. P. Ignácio; FARIA, Elmo B. de. Ferramentas computacionais aplicadas à educação. Cuiabá: UFMT/UAB, 2010. 121 p.

_______. Unidade I: Conceitos de tecnologia educacional. Ferramentas computacionais aplicadas à educação. Cuiabá: UFMT/UAB, 2010. p. 10-22.

_______. Unidade II: O computador no ambiente educacional. Ferramentas computacionais aplicadas à educação. Cuiabá: UFMT/UAB, 2010. p. 23-36.

PRIBERAM. Dicionário da Língua Portuguesa On-line <http://www.priberam.pt/dlpo/>

Acesso em: 21 abr. 2014.

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