Esse
relatório basear-se-á no que foi lido no material didático
indicado, a saber: “Ferramentas computacionais aplicadas à
educação”, devidamente
referenciado ao final deste, como também do que foi tratado no fórum
de discussão da disciplina, no ambiente “moodle”. Falou-se em
tecnologias educacionais e de como a mesma vem evoluindo ao longo dos
anos, passando pela criação de livros escritos em papiro e a
tecnologia quase ultrapassada, que é a dos mesmos serem escritos em
papel. Falou-se
também das lousas de ardósia e das telas de cristal líquido dos
computadores, que hoje são facilmente trocados em sala, por telões
que refletem os slides em datashows.
O
que importa do material analisado é a questão central, qual seja:
Educação
e tecnologia. E aquela não vem senão com muito esforço de pais, de
alunos, de professores; e essa, sem aplicação de recursos vindos de
entidades, de governos, de investidores e patrocinadores. A regra é
adaptar, adaptar os currículos e agilizar a distribuição de verbas
na aquisição de equipamentos de ponta que não demorem a ser
instalados, porque do contrário, viram sucatas antes mesmo de serem
usados, tamanha velocidade com que as “tecnologias” evoluem.
Tecnologias essas que segundo os autores podem ser: físicas,
organizadoras e simbólicas.
Os
currículos precisam ser modificados e melhorados porque as mudanças
de comportamentos sociais já estão acontecendo há algumas décadas
e os nossos currículos escolares continuam iguais aos
que eram usados há 30 anos. Hoje tudo é pelo computador, a
diversão, o comércio, o trabalho, o lazer, o estudo, enfim, tudo o
que se tem que aprender é usar as “novas” tecnologias, e para
tanto, os currículos escolares têm que atentar para isso. O que
transforma a sociedade, com seus usos e costumes é a educação, e
desde a revolução industrial a educação é feita através de, e
com a, leitura de livros, e isso precisa mudar para acompanhar as
mudanças de tecnologias que o mundo vivencia há algum tempo. O
barateamento e acessibilidade crescentes nas áreas de tecnologia e
comunicações faz com que o uso de tais tecnologias não dependa
mais de verbas suntuosas e
portanto, é de fácil implementação e democratização.
Já
se está falando em “mídias cruzadas”, que permitem aos usuários
a interação de vários serviços simultâneos e complementares, que
são semelhantes a hipertextos onde as diversas fontes de informação
interagem, e através do acesso à internet
continua ou se completa a estória, afim de fornecer mais informação
aos usuários. Mudar
de tecnicismo para modernismo é o caminho a se seguir. Os usuários
modernos nem perceberam que as “novas” ferramentas são
tecnologias empregadas ao aprendizado, pois como diz o autor citando
Tapscott, “[…] o que existia antes de nascermos faz parte de
nossa vida de forma tão natural que nem percebemos que é uma
'tecnologia'.” E,
se para eles isso é natural, temos que usar isso a favor da educação
deles. Aproveitar a naturalidade e aprimorar o currículo dentro
desse contexto natural, usando as ferramentas de hoje como se fossem
o giz e a lousa de antes. Segundo afirma Tajra (2007), citada por
Nunes (2010, p. 13), “[…] o primordial para a atualidade é a
inovação, que fortalece o espírito de modernidade e que serve como
justificativa para o desenvolvimento ilimitado […].” Seguindo
a mesma linha de raciocínio desses autores, penso que a tecnologia
deva ser incorporada e que conforme eles, isso seria sinônimo de
progresso. Então,
por
que não ensinar matemática usando o MSOffice Excel? Ou LibreOffice
Calc com recursos do LibreOffice Math? Ou artes com recursos
multimidiáticos do LibreOffice Draw ou Mac Paint Brush? Ou ainda,
português, gramática
e textos com o MS-Word ou BR-Office Writer? Os recursos estão aí,
basta dar continuidade ao aprimoramento dos professores e
trazer para as salas de aulas os recursos midiáticos de que dispõem
as escolas. Conversar com pais e educadores para saberem quais seriam
as novas regras de aprendizado e comportamento. De
acordo com o que se pretenda, fica fácil escolher este ou aquele
recurso pedagógico e
didático.
O professor jamais será substituído e ele precisa entender isso. O
papel de educador está cada vez mais deixado de lado pela sociedade
e cabe aos professores resgatar essa atitude de fazer a diferença na
vida das pessoas. Então, o professor precisa entender o uso dessas
ferramentas que estão aí para auxiliá-lo e não para constrangê-lo
diante dos modernos usuários digitais. O que é melhor? Entrar em
sala carregando uma mala pesada de livros, uma dúzia de mapas, uma
caixa de giz de cor, régua, entre outros objetos, ou um notebook
com acesso a internet?
Por
que não usar a tecnologia a nosso favor? Tecnologia
e pedagogia andam juntas, hoje. Tecnologia é também o professor
estar equipado e bem instruído, pois
se
bem utilizada, serve de ferramenta institucional para o aprendizado
de crianças e adultos. Serve como o prolongamento do lápis dos
estudantes, do giz dos professores, do telescópio dos astrofísicos
e do microscópio dos bioquímicos, entre outros. Cabe
aos educadores primeiros, os pais em casa, estabelecerem limites para
o seu uso e educarem os seus filhos para que saibam como, onde e
quando usarem as NTICs. Assim como cabe aos dirigentes educacionais,
nas escolas, deixarem bem transparente as regras de aceitação e uso
destas NTICs, que deverão ser em horários e locais pré
estabelecidos. Elas não podem servir de distrações em horário de
aulas explanativas ou
expositivas,
sob pena do comprometimento do aprendizado e do conteúdo
educacional, como também servir de entrave para o desenvolvimento
intelectual, onde valores éticos como disciplina, respeito e ordem
deverão ser aprendidos na escola e também trazidos de casa.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS:
ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT.
NBR 6023 – Informação e Documentação – Referências –
Elaboração.
Rio de Janeiro: ABNT, 2002. 24 p.
______.
NBR 10520 – Informação e Documentação - Citações em
documentos – Apresentação. Rio
de Janeiro: ABNT, 2002. 7 p.
NUNES,
E. P. dos S.; RIBAS, J. P. Ignácio; FARIA, Elmo B. de.
Ferramentas computacionais
aplicadas à educação.
Cuiabá: UFMT/UAB, 2010. 121
p.
_______.
Unidade
I: Conceitos de tecnologia educacional.
Ferramentas computacionais
aplicadas à educação.
Cuiabá: UFMT/UAB, 2010. p. 10-22.
_______.
Unidade
II: O computador no ambiente educacional.
Ferramentas computacionais
aplicadas à educação.
Cuiabá: UFMT/UAB, 2010. p. 23-36.
PRIBERAM.
Dicionário da Língua
Portuguesa On-line
<http://www.priberam.pt/dlpo/>
Acesso
em: 21 abr. 2014.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
AGRADEÇO se você deixar um COMENTÁRIO ou se fizer uma PERGUNTA.