As
novas tecnologias estão se adequando ao ser humano?
O ser
humano e as tecnologias estão passando por processos de adequação simultâneos?
Assim como mudaram diversas
ferramentas, como o simples abridor de latas, mudou também a nossa maneira de
nos comunicarmos e de nos mantermos conectados. A internet, com seus
dispositivos de acesso (3G/4G) e mobilidade (Wi-Fi) é um exemplo disso, os quais
nos proporcionam facilidades nas interconexões com o “hiper-mundo” e rapidez no
acesso tão grandes e constantes, que as antigas placas “fax-modem” de 7, 14.4,
28.8 e 56 kbits nem sonhariam; e é assim também com o aparelho telefônico que
perdeu quilos de sua estrutura rígida e monocromática para as atuais medidas
“slim” com suas telas de grande capacidade, de cores e nitidez, que deixam
desde os antigos monitores de vídeo (xga, cga, vga, svga), aos mais modernos
(LCD, LED e plasma) com sua crescente definição de imagens e cores,
envergonhados de tanta tecnologia. Até o espectro cromático das cores
fundamentais teria que se adaptar para se transformar em tantos tons de cores
(milhares de “pixels” por polegadas de tela).
E assim é o mundo desde a sua
“gênesis”, desde que o homem começou a sua trajetória evolutiva. Somos uma
“roda” em movimento e quando estamos em cima, alguma coisa tem que estar lá em
baixo, e do contrário, quando estamos lá em baixo, a outra coisa tem que estar
lá em cima. Somos uma espécie evolutiva-adaptativa e o mundo ao nosso redor nos
acompanha simultaneamente, pois quanto mais evoluímos e criamos novas
tecnologias, mais essas tecnologias evoluem e facilitam a nossa descoberta por
tecnologias mais modernas.
Prova de que
estas evoluções são constantes e simultâneas, sou eu mesmo (...e mais alguns
colegas de mesma faixa etária), que trabalhei na área de TI em 1982 e hoje
posso ver e vivenciar tantas adaptações e adequações que me fazem rir dos
malabarismos do passado, como as impressoras matriciais de grande porte
(Mainframes IBM da família 360), pareciam caminhões de coleta de lixo com
caçambas que se abriam para ajustarem os formulários contínuos; os monitores
(estações de trabalho) com telas de fósforo verde (monocromáticas) que serviam
apenas para darmos comandos à CPU via menus de comando nas linguagens da época
(DOS, VM/MVS, COBOL, etc.); programinhas de controle de estoque que se fazia em
linguagem BASIC, depois comecei usar DBASE, depois Clipper, depois VISUAL Basic,
depois Java e agora PHP...e continuo evoluindo e me aperfeiçoando
(simultaneamente, conforme muda a tecnologia das linguagens de programação)
para poder acompanhar aqueles que um dia poderão ser meus alunos (quando me
formar).
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