1. JUSTIFICATIVA
Este resumo serviu de base e aprimoramento das
necessidades didático-pedagógicas do autor; que vem buscando a formação
necessária e o conhecimento técnico profissional para poder lecionar e entender
como se desenvolvem os trabalhos pedagógicos voltados para a sociedade onde as
escolas são parte do processo de formação do cidadão consciente e livre,
(in)formado e capaz, crítico e democrático. “Um país se faz de homens e livros.”
(Monteiro Lobato).
2.
DIDÁTICA TECNICISTA
Em meados do regime ditatorial vivido no Brasil nas
décadas de 60, 70 e 80 do século XX, surgiram os primeiros estudos com sinais
de contestação da didática predominante nas escolas, ora ligada à igreja e ora
voltada aos anseios sociais do regime político, e este, mostrava a sua
influência no ensino e na educação daquela época, ainda que disfarçadamente. As
abordagens didáticas tradicionais, escolanovistas e tecnicistas não se
mostravam contra os ideais político-sociais do regime e não o criticavam, pelo contrário,
se convenciam de que a educação não sofria influência política, ao contrário,
era politicamente neutra.
Essas abordagens eram não críticas ou liberais, segundo
Pandini (2011), visto que privilegiavam a reprodução do saber e a manutenção da
ordem dominante. Essa abordagem que substituiu a tecnicista clássica, veio
mostrar que a escola era reprodutora de métodos e conteúdos e tinha um aspecto
mais político do que técnico na reprodução de seus saberes. Essas abordagens do
processo de ensino e aprendizagem são classificadas por SAVIANI (1984) pela sua
criticidade da teoria em relação à sociedade e o grau de percepção da teoria
dos determinantes sociais.
A Didática é de suma importância entre as práticas
pedagógicas dos professores e, de acordo com HAYDT (2006) a sua origem se dá
desde o aparecimento do ensino e evolui conjuntamente com a sociedade. Não mais
se aceitava a didática como uma mera repetição de técnicas. Ela precisa ser
dividida entre professor e aluno, em colaboração. Mas, mais do que isto, na
nova visão tecnicista a competência era a meta, pois o país se desenvolvia e a
economia crescia a passos largos.
Era a vez da psicologia dar apoio ao processo pedagógico,
e daí, seguindo as ideias “behavioristas”, passou-se a usar técnicas
associativas de assimilação, e com essas técnicas se prediziam os
comportamentos possíveis e os controlavam. Os alunos eram submetidos a
repetições nas tarefas até que não sobrassem dúvidas e eram também, separados
por séries ou turmas, que mesmo assim, seguiam individualmente conforme o seu
nível. Tudo era feito para que o professor não fosse o único agente do processo
de ensino e que se remodelasse a instrumentalização dos processos, com maior
rigor no planejamento, incluindo itens novos como recursos pedagógicos
audiovisuais, livros didáticos com caráter instrumental, e o uso de
instrumentos quantitativos nas avaliações de aprendizagem.
Essas abordagens que se principiavam, tinham os mesmos
princípios liberais do escolanovismo, porém, valorizava-se muito a aprendizagem
individual e os indivíduos tinham que ser eficientes, senão não atenderiam a
demanda do mercado capitalista. Os passos que Libâneo (2009) enumerou desta
vertente tecnicista, complementando o pensamento de Lacanallo et al
(2007) foram três, a saber: os objetivos e as metas operacionais, a ênfase nos
conteúdos, as estratégias e as avaliações das aprendizagens dos alunos em face
aos objetivos iniciais. (LIBÂNEO, 2009, apud PANDINI, 2011, p. 39). A
didática tecnicista era também pautada em técnicas que aumentassem a
produtividade e por isso era elaborada por técnicos e especialistas em
educação, distanciando os executores dos planejadores e tornando professores e
alunos em executores de tarefas prontas.
Com essas técnicas de racionalidade fica difícil de se
ver a manifestação da curiosidade nos atos pedagógicos, segundo o paradigma de
Schön, que foi citado por Santos (2001, p. 63 apud PANDINI, 2011, p.
41); e também a quebra de preconceitos, a criatividade e a criação de condições
para que o professor aprenda a utilizar os espaços que poderão ser preenchidos
com a reflexão na ação.
3.
CONCLUSÃO
Sabe-se que no Brasil, nas décadas de 60, 70 e 80 do
século XX, o regime político vivido era de uma ditadura militar, iniciado pela
Revolução de 1964, em 31 de março. Os militares levavam o ideal iluminista da
“ordem e do progresso” ao seu estilo: forte e truculento, ditador e opressor.
Queriam gerir tudo, inclusive a educação. A nossa estrutura de ensino vinha das
mãos da Igreja e o apelo católico em nossa grade disciplinar era marcadamente
jesuístico. Tinha-se uma forte herança americana e europeia, tanto nos costumes
quanto na área da educação, porém nossos estudiosos escolanovistas precisavam
dar uma feição mais “tupiniquim” aos nossos currículos, e para tanto,
desenvolveram estudos e pesquisas na área educacional, afim de mudar o sistema
de ensino que ainda mantinha traços europeus ou americanos, quase militares no
quesito disciplina e uniformidade, começando pela vestimenta e chegando ao
ponto de controlar o corte de cabelos dos estudantes. Os nossos estudantes
pareciam pertencer às fileiras militares, mais do que às cadeiras acadêmicas. O
desenvolvimento industrial era pujante e consequentemente precisaríamos de mão
de obra específica para o trabalho nas indústrias que vinham se instalar no
país. A escola como formadora e
repetidora de saberes não servia mais de modelo à atual economia que se formava
no país, não podia mais ser exclusividade de classes sociais menos submissas ao
regime e precisava assumir a laicidade entre Estado e ensino público. Dessa
necessidade surgiu o Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova.
4.
REFERÊNCIAS
ACEVEDO,
Claudia Rosa; NOHARA, Jouliana Jordan. Como fazer monografias: TCC,
dissertações e teses. 4 ed. rev. e atual. São Paulo: Atlas, 2013. 272 p.
ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: informação e documentação.
citações em documento. apresentação. Rio de Janeiro: 2002. 7 p.
PANDINI,
Carmen Maria Cipriani (org.); PEREIRA, Giselia Antunes; MACIEL, Vanessa de
Almeida. Didática, Caderno pedagógico. 1 ed. Florianópolis:
UDESC/CEAD/UAB, 2011. 186 p.
TAVARES, Rosilene Horta. Didática
Geral. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011. 141 p.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
AGRADEÇO se você deixar um COMENTÁRIO ou se fizer uma PERGUNTA.