Atualmente se fala muito em
novas tecnologias, termo cunhado por alguns autores para definir as tecnologias
ligadas à informática e às telecomunicações digitais. Veja o telefone,
antigamente a manivelas. Era uma caixa de madeira, com um duto cônico onde se
colocava o ouvido, e a outra peça, que mais parecia um sino, pendurada a um
gancho e ligada a um cabo – fio – onde se falava. Faziam-se as ligações com o
auxílio das telefonistas, que faziam as comutações manualmente, em grandes
mesas operacionais cheias de cabos e painéis com conectores interligados. Para
ser feita uma ligação de longa distância recorria-se a elas. Se for perguntado
a um jovem secundarista o significado das três letras – DDD – certamente não
saberá responder.
E a tecnologia não parou por
aí, foi além, caiu a manivela e veio o disco, com seus dez orifícios onde se
inseriam os dedos para discar o número desejado, girando-o até um ponto fixo
que limitava a sua rolagem. Eram aparelhos pretos, grandes e pesados, feitos de
uma resina dura que parecia ferro. Evoluíram depois para o telefone sem fio,
com teclados de toque, antenas receptoras acopladas, e com um alcance
inimaginável para a época, ao redor de sua base fixa de uns cinco metros de
raio, talvez. Foram então evoluindo, diminuindo de tamanho, aumentando o seu
alcance e as suas funções. Mudou também a tecnologia do sinal, de analógico
para digital, de pulsada para tom e surgiram os primeiros celulares. Eram
geralmente menores que os modelos fixos, mas alguns ainda eram grandes e
pesados. Outros carregavam a bateria em uma bolsa separada para não perder a
mobilidade e mais se pareciam com uma base de radioamador.
Hoje se usa um aparelho
pesando menos de 100 gramas, medindo pouco mais que 10 cm por 5 cm e uma
espessura de 1 cm. Com ele se fala com o mundo todo, desde que se tenha
habilitado e disponibilizado o serviço de internet WiFi, via toques na tela de cristal líquido. Arrasta-se o dedo pela
tela – touch screen – e se pode
jogar, se pode calcular, marcam-se datas em lembretes de calendários, se
localizam geograficamente por GPS, se
cronometram passagens do tempo, tanto prá frente quanto reversamente, se tiram
fotos panorâmicas, se fazem filmagens com áudio, usam-no como lanternas, como
televisão, rádio e tocador de músicas em formato MP3 e também para enviarem mensagens instantâneas – SMS – para qualquer destino, perto ou
longe, local ou internacional, bastando digitar o código e os números que se
queira. Usa-se o celular inclusive para falar com outra pessoa e até como
computador pessoal, limitado é claro! – qualquer semelhança com a operadora é
mera coincidência.
Não se pode falar em
tecnologia de telecomunicações sem dar créditos aos seus mentores. Graham Bell e Antonio Meucci são
considerados os inventores do telefone, assim como a Xerox e a Apple são as empresas que tornaram o uso do mouse uma
revolução tecnológica para o mundo da microinformática; e não se pode falar em
micro computadores pessoais sem citar também os nomes de Steve Jobs e Bill Gates.
Por
que não usar a tecnologia a nosso favor? Se bem utilizada, serve de ferramenta
institucional para o aprendizado de crianças e adultos. Serve como o
prolongamento do lápis dos estudantes, do giz dos professores, do telescópio
dos astrofísicos e do microscópio dos bioquímicos, entre outros.
REFERÊNCIA
Fonte de consulta: Carvalho,
Ana Beatriz Gomes. Educação e novas
tecnologias / Ana Beatriz Gomes Carvalho. – Campina Grande: EDUEPB, 2009. 216
p.
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