domingo, 20 de dezembro de 2015

O TEXTO da IMAGEM


Fonte: JAGUAR, Átila, você é bárbaro. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1968. p. 166-167
Sabe-se que o homem tem um inimigo natural e que se parece muito com ele. Para conseguir derrotar o seu inimigo, o homem fez uso de utensílios encontrados na natureza e com eles deu início à criação de armas. Foi usando essas armas que o homem se sentiu superior ao seu inimigo, e com as suas invenções ele foi vencendo o inimigo à medida que essas armas iam evoluindo.         
Primeiro, ele usou a pedra como arma e logo percebeu que poderia melhorar o seu arsenal bélico. Com isso em mente, ele desenvolveu a funda. Um artefato que consistia em um pedaço de pau com um pano amarrado a ele e que, girando-o, conseguia arremessar a pedra mais longe e sem fazer muita força. Com a necessidade de acertar alvos mais distantes, como a caça da sua dieta, desenvolveu a flecha, para assim ficar mais à espreita de sua comida, sem ser notado. A flecha já não atendia às suas exigências e para proteger o seu território, criou o canhão. Com ele pode tomar terras e defendê-las de serem retomadas. O céu era o limite, e veio com isso, a invenção do avião, e junto com ele as bombas que eram “derramadas” sobre seus inimigos. Do avião ao foguete balístico foi um pequeno passo e o homem pode mostrar ao seu inimigo, separados por oceanos e mares, que ele tinha o poder de se defender e atacar se fosse preciso. Por último, o homem criou a bomba H, arma nuclear extremamente destrutiva, e que pode levar a raça humana e todo ser vivo do planeta, ao fim.
Essa foi a saga humana, que desde a idade das cavernas tem o lado belicoso desenvolvido, era após era. Passou pela idade da pedra, pela invenção do fogo e pela era do metal. Viu a invenção da roda e a conquista dos ares e mares. Atravessou os continentes e chegou à estratosfera, para então, belicosamente, acabar com o planeta Terra.

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