Fonte: JAGUAR, Átila, você é bárbaro. Rio de
Janeiro, Civilização Brasileira, 1968. p. 166-167
Sabe-se que o homem tem um inimigo natural e que
se parece muito com ele. Para conseguir derrotar o seu inimigo, o homem fez uso
de utensílios encontrados na natureza e com eles deu início à criação de armas.
Foi usando essas armas que o homem se sentiu superior ao seu inimigo, e com as
suas invenções ele foi vencendo o inimigo à medida que essas armas iam
evoluindo.
Primeiro, ele usou a pedra como arma e logo
percebeu que poderia melhorar o seu arsenal bélico. Com isso em mente, ele
desenvolveu a funda. Um artefato que consistia em um pedaço de pau com um pano
amarrado a ele e que, girando-o, conseguia arremessar a pedra mais longe e sem
fazer muita força. Com a necessidade de acertar alvos mais distantes, como a
caça da sua dieta, desenvolveu a flecha, para assim ficar mais à espreita de
sua comida, sem ser notado. A flecha já não atendia às suas exigências e para proteger
o seu território, criou o canhão. Com ele pode tomar terras e defendê-las de
serem retomadas. O céu era o limite, e veio com isso, a invenção do avião, e
junto com ele as bombas que eram “derramadas” sobre seus inimigos. Do avião ao
foguete balístico foi um pequeno passo e o homem pode mostrar ao seu inimigo,
separados por oceanos e mares, que ele tinha o poder de se defender e atacar se
fosse preciso. Por último, o homem criou a bomba H, arma nuclear extremamente
destrutiva, e que pode levar a raça humana e todo ser vivo do planeta, ao fim.
Essa foi a saga humana, que desde a idade das
cavernas tem o lado belicoso desenvolvido, era após era. Passou pela idade da
pedra, pela invenção do fogo e pela era do metal. Viu a invenção da roda e a
conquista dos ares e mares. Atravessou os continentes e chegou à estratosfera,
para então, belicosamente, acabar com o planeta Terra.

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