sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

“O Gênero Mulher”



       Duas atitudes impensadas. Dois pontos de vistas contrários ao bom senso e à liberdade de expressão. Homofobia e racismo. O que é o correto? O que é o normal? O correto é usar a “linguagem politicamente correta”? Por que esse termo se os políticos, digo, a maioria deles, nem falar o português corretamente conseguem? O nosso idioma é para poucos, mais letrados, é de difícil compreensão, é cheio de regras, confusas, e de muito preconceito, até o lingüístico, como nos demonstra tão brilhantemente BAGNO (2002). O que dirá de um “negrinho” qualquer. Ou então, será que a “bichinha” saberia se expressar melhor? Ou somente nas aulas de “ballet” ela se expressaria bem? Essa linguagem politicamente correta é muito hipócrita, pois, que diferença faz eu falar negro ou afro descendente para me referir às pessoas de pele escura? Com todo o meu preconceito disfarçado atrás da frase correta. Nossa! Quanto preconceito nesse primeiro parágrafo.
       Vamos recomeçar. Deixar para trás todo e qualquer tipo de preconceito ou pensamento que agrida o outro em sua liberdade de expressão. Vamos dar a mão à palmatória e pedir desculpas por tudo que fizemos de errado, durante tantos anos, gerações, séculos de história. O ser humano é um só, criado por um mesmo e único “deus”, Deus de todos e que a todos deu a mesma constituição física, porém a dividiu em duas: homens e mulheres, machos e fêmeas para os irracionais. Quanto às plantas, não sei bem quais seriam os comparativos de gênero.
Filme. O ABC do preconceito. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=I8sTB5ei6Tk> Acesso em: 21 fev. 2014.
       Recentemente vimos na mídia o caso de uma mulher famosa, que é mãe e, no entanto, no auge da vida e do prestígio, jogar para o alto essa “casca” do politicamente correto. Se declarou apaixonada por outra mulher e foi embora. Deixou marido e filhos e foi morar com a outra. Viver sua paixão. Casou-se e é feliz. Que se danem os preconceitos, “falem o que quiserem, mas falem de mim”. Tudo bem que ter dinheiro, status, fama, ser madura e independente ajuda e muito tomar essa atitude, no mínimo, “ibopista”, já que os famosos não ligam para a sua individualidade, e sim para os holofotes. E para um(a) adolescente, um(a) jovem, sem a completa formação psíquica, sem formação profissional, sem independência, ou o que é pior, na completa dependência dos pais, no turbilhão dos seus hormônios, no auge de suas descobertas, de seu físico, seu corpo, seu sexo, como ficam? Como se dão essas transformações e descobertas? Como segui-las? Qual é o caminho certo?
Filme: Daniela Mercury fala sobre seu casamento, familia, sensualidade. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=vZJhibLwQ5s> Acesso em: 21 fev. 2014.
       Hoje está mais fácil. Tem muita mulher fazendo papel de homem. O que era impensado há décadas, hoje é corriqueiro. Vemos motoristas de táxis, caminhões e ônibus, vemos pedreiras e azulejistas, mestres de obras, policiais e militares, bombeiras e porteiras. Vemos mães, hoje, onde só víamos homens, no passado. O mundo mudou e as mulheres mudaram. Os negros mudaram. Leis foram criadas para ajudá-los nessa retomada. Vemos a inclusão dos “gays” na televisão a todo instante, em papéis que antes só era de coadjuvantes. Vemos negros em postos de direção e altos postos militares, judiciais, políticos e religiosos. Vemos mulheres liderando grandes nações, enfim, o mundo é das minorias, antes excluídas, o mundo é das mulheres e dos homens, cujo gênero mulher é mais acentuado. O mundo está ficando “moreno”, tendo como ponto alto a eleição do presidente dos Estados Unidos da América. Temos alguns Cardeais negros na Igreja Católica que têm a possibilidade de se tornarem Papa, por estarem no único caminho de vir a ser o Sumo Pontífice.
Filme: Um dos candidatos a sucessor do Papa defende a pena de morte para "gays". Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=aD3QAJZ3T5w> Acesso em: 21 fev. 2014.
       O País precisa mudar os currículos; os professores que ainda têm preconceitos, precisam se atualizar, social e democraticamente; os dirigentes escolares precisam transformar suas escolas em verdadeiros centros de inclusão, social, humana e de apoio aos menos esclarecidos; e assim, todos juntos faremos a diferença de que tantos precisam. A solidariedade às famílias e às pessoas que dela necessitem, devem ser também difundidas nas escolas e ampliadas às comunidades que as circundam. Aí sim, teremos êxito nesta luta de inclusão. Faremos do ambiente escolar, a casa do incluído, para ali ele se sentir dono do seu mundo e compartilhá-lo com os demais, sem preconceitos racistas, de gênero, étnico, de necessidades especiais ou qualquer outro que afronte a dignidade da pessoa humana.
Filme: Escola de pais: por uma educação sem preconceitos. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=n6KH58_Ye7Y> Acesso em: 21 fev. 2014.



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